[1]
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Campos, Mariella Albino
[5]
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Costa, Victória Pina
[5]
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Santos, Gerson de Souza
[6]
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França, Alex Bacadini
[2]
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Vianna, Lucila Amaral Carneiro
[3]
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Lemes, Alana Azevedo
[5]
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Alckmin-Carvalho, Felipe
[4]
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Guerra, Zaqueline Fernandes
[7]
Canadá
Brasil
Brasil
Covilhã (Conceição), Portugal
Background and Aim: We compared cognitive function among Brazilian older adults residing in rural versus urban settings and examined whether positive and negative spiritual/religious coping (SRC) were associated with cognitive outcomes. Method: We conducted a comparative cross-sectional analysis of two independent samples: older adults residing in rural areas of two small towns in Minas Gerais (N = 326), and older adults from the city of São Paulo (N = 400). Measures included the Mini-Mental State Examination (MMSE), the Brief Spiritual/Religious Coping Scale, and a sociodemographic/health questionnaire. Results: After controlling for sociodemographic and health covariates, rural residents had significantly higher MMSE scores than urban residents (mean difference = 7.43, p <.001). Among rural participants, higher positive SRC was associated with better cognitive function (β = 1.6; p < .001). Among urban participants, higher negative SRC was associated with worse cognitive outcomes (β = −0.39; p = .021). Conclusions: In Brazil, rural residence may be associated with better late-life cognitive function. Positive SRC may relate to cognitive benefits, whereas negative SRC may be linked to poorer cognition—particularly in urban contexts. Findings may guide health professionals in addressing SRC with older adults, especially in large urban centers.
Contexto e Objetivo: Comparamos a função cognitiva de pessoas idosas brasileiras residentes em áreas rurais versus urbanas e examinamos se o coping espiritual/religioso (CER), positivo e negativo, se associava a desfechos cognitivos. Métodos: Realizamos um estudo transversal comparativo com duas amostras independentes: pessoas idosas residentes em áreas rurais de dois municípios de pequena dimensão em Minas Gerais, Brasil (N = 326) e pessoas idosas da cidade de São Paulo (N = 400). As medidas incluíram o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), a Escala Breve de Coping Espiritual/Religioso e um questionário sociodemográfico e de saúde. Resultados: Após ajustamento por covariáveis sociodemográficas e de saúde, os residentes rurais apresentaram pontuações significativamente mais altas no MEEM, superiores às dos residentes urbanos (diferença média = 7,43, p < 0,001). Entre participantes rurais, maior CER positivo associou-se a melhor função cognitiva (β = 1,6; p < 0,001). Entre participantes urbanos, maior CER negativo associou-se a piores desfechos cognitivos (β = −0,39; p < 0,05). Conclusões: No Brasil, residir em meio rural pode associar-se a melhor função cognitiva na idade avançada. O CER positivo pode conferir benefícios cognitivos, ao passo que o CER negativo pode relacionar-se a pior cognição—particularmente em contextos urbanos. Esses resultados podem orientar a atuação de profissionais de saúde na abordagem do CER entre pessoas idosas, sobretudo em grandes centros urbanos.