Barcelona, España
El artículo reconstruye los puntos de vista de convergencia más importantes, que con frecuencia pasan, empero, inadvertidos, entre la posición socrático-platónica y epicúrea ante la muerte. Para ello , la postura de Lucrecio, de quien, a diferencia de Sócrates, se desconoce completamente cómo y en qué circunstancias muere, se inscribe dentro de la epicúrea de la que es portavoz en su Sobre la naturaleza de las cosas, mientras que la de Sócrates, de quien no se conoce de primera mano y con certeza de qué modo tematiza la muerte, emerge de Apología y Fedón, así como del pseudo-platónico Axíoco. Quien filosofa correctamente o quien investiga a fondo la naturaleza de las cosas reconoce (i) como infundado el temor por la muerte y (ii) la insensibilidad absoluta como umbral de la existencia.
The article reconstructs the most significant points of view, yet very often neglected, upon which the Socratic-Platonic and the Epicurean philosophies converge when pondering death. Lucretius’ standpoint, whose death circumstances still remain unknown, echoes the Epicurean creed in his On the Nature of Things, while Socrates’, whose thoughts on death are handed down by second-hand sources, emerges both from Apology, Phaedo and the pseudo-Platonic Axiochus. Those who either philosophise correctly or thoroughly investigate the nature of things recognise that (i) the fear of death is unfounded and (ii) absolute insensibility is the threshold of existence.
O artigo reconstrói os pontos mais importantes de convergência, que muitas vezes passam despercebidos, entre a posição socrático-platônica e epicurista antes da morte. Para fazer isso, a posição de Lucrécio, de quem, ao contrário de Sócrates, é completamente desconhecida como e em que circunstâncias ele morre, está inscrita dentro da epicuréia da qual ele é um porta-voz em seu One the Nature of Things, enquanto a de Sócrates, de quem não é conhecida em primeira mão e com certeza de que maneira ele tematiza a morte, emerge de Apology e Fedon, bem como do pseudo-Plato. Quem filosofa corretamente ou que investiga minuciosamente a natureza das coisas reconhece (i) como medo infundado da morte e (ii) insensibilidade absoluta como limiar da existência.