La rivalidad emergente entre Estados Unidos y China es el rasgo más definitorio de la política internacional en un futuro previsible. Dado que ambas grandes potencias tratan de salvaguardar y promover sus intereses nacionales, la investigación se ha centrado cada vez más en cómo esta rivalidad configurará la política regional en todo el mundo. Sin embargo, la rivalidad también se desarrollará en el espacio exterior debido a su papel crítico en materia de seguridad y economía. La posición geográfica única de Brasil, su participación durante décadas en actividades espaciales y su ambición política de convertirse en un actor espacial relevante lo convierten en un importante actor latinoamericano en la emergente rivalidad internacional. La política espacial brasileña de “no alineamiento activo” pretende dar prioridad a sus intereses nacionales aprovechando las oportunidades que ofrecen las dos grandes potencias rivales. Comparte el énfasis de una estrategia pendular en evitar las opciones binarias de alineación, la ambigüedad estratégica y las contradicciones calculadas, y en maximizar la agencia y el margen de maniobra. Este artículo analiza la creciente importancia geopolítica del espacio en la emergente rivalidad sino-estadounidense, centrándose en cómo Brasil interactúa con las dos superpotencias en un entorno geopolítico polarizado. El artículo también evalúa las aspiraciones espaciales de Brasil y cómo una estrategia espacial sólida puede ayudar a Brasil a mantener una posición de liderazgo en América Latina. En consecuencia, el artículo destaca los marcos geopolíticos, jurídicos y políticos brasileños en relación con el espacio ultraterrestre y reflexiona sobre los retos y oportunidades actuales para las naciones emergentes, especialmente en la región, a la hora de participar en la compleja rivalidad internacional por el dominio del espacio.
The emerging rivalry between the United States and China is the most defining feature of international politics for the foreseeable future. As both great powers seek to safeguard and promote their national interests, research has increasingly focused on how this rivalry will shape regional politics around the world. However, the rivalry will also play out in the outer space due to its critical security and economic role. Brazil’s unique geographic position, its decades-long involvement in space activities, and its political ambition to become a relevant space actor make it an important Latin American player in the emerging international rivalry. The Brazilian space policy of “active non-alignment” aims to prioritize its national interests by taking advantage of the opportunities offered by the two rival great powers. It shares the emphasis of a hedging strategy on avoiding binary alignment choices, strategic ambiguity and calculated contradictions, and on maximizing agency and room for maneuver. This article analyzes the growing geopolitical importance of space in the emerging Sino-U.S. rivalry, focusing on how Brazil interacts with the two superpowers in a polarized geopolitical environment. The article also assesses Brazil’s space aspirations and how a hedging space strategy can help Brazil maintain a leadership position in Latin America. Accordingly, the article highlights the Brazilian geopolitical, legal, and political frameworks in relation to outer space and reflects on the current challenges and opportunities for emerging nations, especially in the region, in engaging in the complex international rivalry for space dominance.
A rivalidade emergente entre os Estados Unidos e a China é a característica mais marcante da política internacional no futuro próximo. À medida que ambas as grandes potências buscam salvaguardar e promover seus interesses nacionais, as pesquisas têem se concentrado cada vez mais em como essa rivalidade moldará a política regional em todo o mundo. No entanto, a rivalidade também se manifestará no espaço exterior devido ao seu papel crucial em termos de segurança e economia. A posição geográfica única do Brasil, seu envolvimento de décadas em atividades espaciais e sua ambição política de se tornar um ator espacial relevante o tornam um importante ator latino-americano na rivalidade internacional emergente. A política espacial brasileira de «não alinhamento ativo» visa priorizar seus interesses nacionais, aproveitando as oportunidades oferecidas pelas duas grandes potências rivais. Compartilha a ênfase da estratégia pendular em evitar opções de alinhamento binário, ambiguidade estratégica e contradições calculadas, e em maximizar a agência e a margem de manobra. Este artigo analisa a crescente importância geopolítica do espaço na rivalidade emergente entre China e EUA, com foco em como o Brasil interage com as duas superpotências em um ambiente geopolítico polarizado. O artigo também avalia as aspirações espaciais do Brasil e como uma estratégia espacial sólida pode ajudar o Brasil a manter uma posição de liderança na América Latina. Nesse sentido, o artigo destaca os arcabouços geopolíticos, jurídicos e políticos brasileiros em relação ao espaço sideral e reflete sobre os desafios e oportunidades atuais para as nações emergentes, especialmente na região, ao se engajarem na complexa rivalidade internacional pelo domínio espacial.