Brasil
La marea rosa en América del Sur fue un fenómeno político transnacional que surgió como una respuesta regional al neoliberalismo. Aunque moldeados por contextos nacionales, sus proyectos políticos fueron posneoliberales, en busca de modelos alternativos de desarrollo. Las elecciones de 2021-2022 en Brasil, Chile y Colombia plantean la cuestión de si una nueva marea rosa está en marcha. Mediante un análisis de contenido, este estudio concluye que estas contiendas presidenciales movilizaron visiones económicas opuestas. Sin embargo, emergen patrones ideológicos distintos: el caso de Brasil refleja un giro estratégico dentro de un partido de izquierda tradicional, mientras que Chile y Colombia destacan por la innovación partidaria y la manifestación de preocupaciones posmateriales. Estos hallazgos sugieren que el ciclo actual refleja transformaciones ancoradas en dinámicas nacionales, donde los clivajes económicos coexisten con agendas identitarias y culturales, más que un giro regional unificado.
The Pink Tide in South America was a transnational political phenomenon, emerging as a regional response to neoliberalism. While shaped by national contexts, its political projects were post-neoliberal, seeking alternative development models. The 2021-2022 elections in Brazil, Chile, and Colombia raise the question of whether a new Pink Tide is underway. Using content analysis, this study finds that these presidential contests mobilized opposing economic visions. However, distinct ideological patterns emerge: Brazil reflects a strategic shift within a traditional leftist party, while Chile and Colombia highlight party innovation and the rise of post-material concerns. These findings suggest that the current cycle reflects nationally grounded transformations, where economic cleavages coexist with identity-based and cultural agendas, rather than a unified regional shift.
A onda rosa na América do Sul foi um fenômeno político transnacional, surgido como uma resposta regional ao neoliberalismo. Embora moldados por contextos nacionais, seus projetos políticos eram pós-neoliberais, buscando modelos alternativos de desenvolvimento. As eleições de 2021-2022 no Brasil, Chile e Colômbia levantam a questão de se uma nova onda rosa está em curso. Utilizando análise de conteúdo, este estudo constata que essas disputas presidenciais mobilizaram visões econômicas opostas. Contudo, padrões ideológicos distintos emergem: o Brasil reflete uma mudança estratégica dentro de um partido tradicional de esquerda, enquanto Chile e Colômbia evidenciam inovação partidária e o crescimento de preocupações pós-materiais. Esses achados sugerem que o ciclo atual reflete transformações enraizadas nacionalmente, em que clivagens econômicas coexistem com agendas identitárias e culturais, mais do que um deslocamento regional unificado.