¿Cuál es el futuro de las actividades tradicionales de la cultura humana conocidas como Humanidades, cuyos productos parecen estar perdiendo el lugar central que han ocupado durante siglos en Occidente? ¿La teoría o la reflexión sobre la acción humana, tanto histórica como creativa, permanecerán exiliadas únicamente en el mundo universitario, distanciándose de la realidad escolar donde los jóvenes estudian-tes no solo estudian, sino que también se preparan para la vida? Para comprender lo que está sucediendo, proponemos introducir el significado de la noción histórica de Humanidades y reconocer que ya no se ajusta a los cambios sociales y económicos que caracterizan la historia contemporánea. Por lo tanto, proponemos considerar los productos creativos de las Humanidades no desde la oposición clásica entre «humanidad» y «barbarie», ni desde el más reciente retorno de Vico y Heidegger al logos poético como expresión fundamental de la naturaleza humana. Este artículo propone un intento de comprender el concepto de Humanidades desde la noción de lo «inhumano», entendido como el fundamento sensible de nuestro cuerpo que se relaciona con la fuerza afectiva e imaginativa que nos caracteriza profundamente como seres humanos. En este contexto, es posible hacer una reflexión adecuada sobre el futuro de estas actividades.
Qual o futuro das atividades tradicionais da cultura humana conhecidas como Humanidades, cujos produtos parecem estar perdendo o lugar central que ocuparam por séculos no mundo ocidental? A teoria ou a reflexão sobre a ação humana, tanto histórica quanto criativa, permanecerão exiladas apenas no mundo universitário, distanciando-se da realidade escolar na qual os jovens estudantes não apenas estudam, mas também se formam para a vida? Para compreender o que está acontecendo, propõe-se introduzir o significado da noção histórica de Humanidades e reconhecer que ela não se conforma mais às mudanças sociais e econômicas que caracterizam a história contemporânea. Portanto, propõe-se considerar os produtos criativos das Humanidades não com base na oposição clássica entre “humanidade” e “barbárie”, ou no retorno mais recente de Vico e Heidegger ao logos poético como expressão fundamental da natureza humana. Este artigo propõe uma tentativa de compreender o conceito de Humanidades a partir da noção do “inumano”, entendido como o fundamento sensível do nosso corpo que se relaciona com o poder afetivo e imaginativo que nos caracteriza profundamente como seres humanos. Neste contexto, é possível fazer uma reflexão adequada sobre o futuro destas atividades.
What is the future of the traditional activities of human culture known as the Humanities, whose products seem to be losing the central place they have held for centuries in the Western world? Will theory or reflection on human action, both historical and creative, remain exiled only to the university world, distancing itself from the scholastic reality in which young students not only study but are also trained for life? To understand what is happening, it is proposed to introduce the meaning of the historical notion of the Humanities and recognize that it no longer conforms to the social and economic changes that characterize contemporary history. Therefore, it is proposed to consider the creative products of the humanities not based on the classical opposition between "humanity" and "barbarism," or on the more recent return of Vico and Heidegger to the poetic logos as the fundamental expression of human nature. This article proposes an attempt to understand the concept of Humanities from the notion of the “inhuman”, understood as the sensitive foundation of our body that relates to the affective and imaginative power that deeply characterizes us as human beings. In this context, it is possible to make an appropriate reflection on the future of these activities.