Este artículo analiza las controversias generadas durante la ratificación del Acuerdo de Libre Comercio entre Brasil y Chile en la Cámara de Diputados de Brasil, centrándose en el capítulo de género del tratado. Promulgado por el Decreto Presidencial 10.949 de 2022, el acuerdo es el primer tratado comercial brasileño que incluye disposiciones explícitas sobre género, orientadas a promover la inclusión de las mujeres en el comercio internacional y la igualdad de género en las políticas comerciales. La inclusión del “Capítulo 18–Comercio y Género” generó debates y protestas por parte de legisladores conservadores.
A pesar de la oposición, el acuerdo fue aprobado. El proceso legislativo incluyó debates intensos en comisiones como la de Relaciones Exteriores y Defensa Nacional, donde algunos parlamentarios intentaron eliminar o modificar las disposiciones de género. Sin embargo, el capítulo se mantuvo intacto.
Basado en modelos de dos niveles, este estudio examina las motivaciones y los argumentos de los legisladores conservadores, la dinámica de las discusiones en la Cámara de Diputados y el impacto de estas controversias en la formulación de políticas comerciales. También analiza cómo la inclusión de género en los tratados comerciales refleja cambios en las normas globales y los desafíos de integrar la equidad de género en contextos políticos y económicos con resistencia ideológica.
This article analyzes the controversies surrounding the ratification of the Free Trade Agreement between Brazil and Chile in the Brazilian Chamber of Deputies, focusing on the treaty’s gender chapter. Promulgated by Presidential Decree No. 10,949 of 2022, the agreement is the first Brazilian trade treaty to include explicit gender provisions aimed at promoting women’s inclusion in international trade and gender equality in trade policies. The inclusion of “Chapter 18–Trade and Gender” sparked debates and protests from conservative Brazilian lawmakers. Despite resistance, the agreement was approved. The legislative process involved intense discussions in committees such as the Foreign Affairs and National Defense Committee, where attempts were made to amend or exclude the gender provisions. However, the chapter remained intact. Based on two-level models, this study examines the motivations and arguments of conservative lawmakers, the dynamics of the debates within the Chamber of Deputies, and the implications of these controversies for trade policy formulation. Additionally, it explores how the inclusion of gender in trade agreements reflects shifting global norms and the challenges of addressing gender equity in politically and ideologically resistant environments.
Este artigo analisa as controvérsias geradas durante a tramitação do Acordo de Livre Comércio entre Brasil e Chile na Câmara dos Deputados do Brasil, com foco no capítulo de gênero do tratado. Promulgado pelo Decreto Presidencial nº 10.949 de 2022, o acordo é o primeiro tratado comercial brasileiro a incluir disposições explícitas sobre gênero, com o objetivo de promover a inclusão das mulheres no comércio internacional e a igualdade de gênero nas políticas comerciais. A inclusão do “Capítulo 18–Comércio e Gênero” gerou debates e protestos de parlamentares conservadores.
Apesar da oposição, o acordo foi aprovado. O processo legislativo contou com debates intensos em comissões como a de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, onde alguns parlamentares tentaram modificar ou excluir as disposições de gênero. Contudo, o capítulo foi mantido intacto.
Baseado em modelos de dois níveis, este estudo examina as motivações e argumentos dos parlamentares conservadores, a dinâmica das discussões na Câmara dos Deputados e o impacto dessas controvérsias na formulação de políticas comerciais. Além disso, considera como a inclusão de gênero em tratados de comércio reflete mudanças nas normas globais e os desafios de integrar a equidade de gênero em contextos políticos e econômicos marcados por resistência ideológica.