Colombia
Arrondissement de Bordeaux, Francia
La investigación tuvo como objetivo comprender las representaciones sociales que sustentan la práctica del castigo físico en el contexto educativo familiar, entendido como un medio de control sobre los hijos. El diseño metodológico, de carácter cualitativo, se implementó en la ciudad de Barranquilla, Colombia, mediante entrevistas semiestructuradas a padres y madres, a partir de las cuales se accedió al conjunto de informaciones, creencias, sentimientos y actitudes frente al castigo corporal. El análisis de la información se desarrolló mediante la técnica de categorías conceptualizantes, en el marco de las representaciones sociales aplicadas a la sociología jurídica. Entre los resultados se identificaron tres patrones discursivos en la narrativa parental: un distanciamiento ambivalente frente a la violencia; la formulación de criterios para justificar y delimitar el castigo corporal; y la racionalización del castigo como práctica de último recurso o producto de la pérdida de control parental. Se concluye que el castigo corporal persiste como una herencia social en transformación, legitimada por tradiciones, valores socialmente defendidos y discursos de autoridad. Así, la expedición de una ley que prohíba el castigo físico en la familia constituye un avance en la lucha contra esta forma de violencia educativa. Sin embargo, su erradicación requiere intervenciones que contemplen el entramado sociocultural que la sostiene.
This research aimed to understand the social representations that support corporal punishment in family educational contexts, as a means to control children. A qualitative methodological design was implemented with data collection in Barranquilla, Colombia. Through semi-structured interviews with ordinary parents, a set of information, beliefs, feelings, and attitudes toward corporal punishment was accessed. Research data analysis was developed using the conceptualizing categories within a context of social representations applied to legal sociology. Among the results, three discursive patterns were identified in parental narrative: an ambivalent distancing from violence, formulation of criteria to justify and delimit corporal punishment, and the rationalization of punishment as a last resort or a product of a loss of parental control. It is concluded that corporal punishment persists as a social heritage in transformation, legitimized by traditions, socially defended values, and authoritative discourses. Thus, the enactment of a law prohibiting physical punishment in the family is a step forward in the fight against this problem of educational violence. However, eradicating this practice requires interventions that address the sociocultural framework that sustains it.
A pesquisa teve como objetivo compreender as representações sociais que sustentam a prática do castigo físico no contexto educativo familiar, entendido como um meio de controle sobre os filhos. O delineamento metodológico, de caráter qualitativo, foi implementado na cidade de Barranquilla, Colômbia, mediante entrevistas semiestruturadas com pais e mães, a partir das quais se teve acesso ao conjunto de informações, crenças, sentimentos e atitudes frente ao castigo corporal. A análise das informações foi desenvolvida por meio da técnica de categorias conceituais, no marco das representações sociais aplicadas à sociologia jurídica. Entre os resultados, identificaram-se três padrões discursivos na narrativa parental: um distanciamento ambivalente diante da violência; a formulação de critérios para justificar e delimitar o castigo corporal; e a racionalização do castigo como prática de último recurso ou produto da perda de controle parental. Conclui-se que o castigo corporal persiste como uma herança social em transformação, legitimada por tradições, valores socialmente defendidos e discursos de autoridade. Assim, a promulgação de uma lei que proíba o castigo físico na família constitui um avanço na luta contra essa forma de violência educativa. No entanto, sua erradicação requer intervenções que contemplem o tecido sociocultural que a sustenta.