La crisis es un elemento constitutivo y movilizador de la sociología, la que se produce cuando las transformaciones sociales terminan por desencajar las teorías de la sociedad, obligando a una renovación de las herramientas teóricas y del repertorio metodológico, así como afectan la posición social y dinámica institucional de la disciplina. Partiendo de lo anterior, este texto profundiza en la textura de la crisis actual de la sociología, proponiendo que esta se liga a las profundas transformaciones en el lazo social acontecidas en las últimas décadas, y se detiene en uno de los seis afluentes más importantes de esta inflexión: los efectos de la creciente individualización de las sociedades. Usando el caso de Chile, se analizan sus impactos sobre las tesis teóricas y conceptualizaciones con las que trabajamos, pero también se detiene en cómo ello desestabiliza el lugar social e institucional de la disciplina.
The crisis is a constitutive and mobilizing element of sociology, emerging when social transformations challenge existing theories of society, prompting a renewal of theoretical tools and methodological approaches. It also influences the social standing and institutional dynamics of the discipline. Based on this understanding, the text explores the current crisis of sociology, linking it to profound changes in social bonds that have occurred in recent decades. A key dimension of this transformation—one of the six most important—is the increasing individualization of societies. Using the case of Chile, the analysis examines how this process impacts existing theoretical frameworks and conceptualizations, as well as how it destabilizes the social and institutional role of sociology itself.
A crise é um elemento constitutivo e mobilizador da sociologia, que ocorre quando as transformações sociais acabam por desmantelar as teorias da sociedade, obrigando a uma renovação dos instrumentos teóricos e do repertório metodológico, bem como afectando a posição social e a dinâmica institucional da disciplina. Com base no exposto, este texto aprofunda a textura da atual crise da sociologia. Propõe que esta crise está ligada às profundas transformações do laço social ocorridas nas últimas décadas, e centra-se num dos seis tributários mais importantes desta inflexão: os efeitos da crescente individualização das sociedades. Utilizando o caso do Chile, analisa o seu impacto nas teses teóricas e nas conceptualizações com que trabalhamos, mas também como isso desestabiliza o lugar social e institucional da disciplina.