Perú
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El presente artículo tiene como objetivo realizar un estudio comparado sobre la garantía del derecho al traductor e intérprete en lenguas indígenas en los procesos penales en México y Perú, con el fin de resaltar las diferencias y ofrecer retroalimentación a la institucionalidad de este derecho en ambos países. Para ello, se emplea una metodología cualitativa de análisis documental, de alcance descriptivo, y se aplica el método comparativo-jurídico en el análisis de fuentes bibliográficas, legales y jurisprudenciales.
Los resultados revelan que tanto México como Perú reconocen en sus constituciones el derecho lingüístico de las personas indígenas al traductor e intérprete, y cuentan con una legislación que lo viabiliza en el ámbito normativo; sin embargo, en la práctica, su implementación resulta deficiente y limitada. El estudio permite concluir en la importancia de garantizar el derecho al traductor e intérprete como parte de los derechos lingüísticos, al constituir una garantía del debido proceso y de la tutela judicial efectiva, lo que implica proporcionar asistencia de una persona cualificada que actúe como puente oral, asegurando una comunicación efectiva entre las partes y la satisfacción de sus pretensiones, y reduciendo el sesgo cultural en los hechos objeto de evaluación penal.
This article aims to carry out a comparative study on the guarantee of the right to a translator and interpreter in indigenous languages in criminal proceedings in Mexico and Peru, in order to highlight the differences and provide feedback on the institutional framework of this right in both countries. To this end, a qualitative methodology based on documentary analysis is used, encompassing a descriptive scope and applying the comparative-legal method to analyze bibliographic, legal, and jurisprudential sources. The results reveal that both Mexico and Peru recognize the linguistic right of indigenous persons to a translator and interpreter in their constitutions and have legislation that enables its implementation at the normative level; however, in practice, it remains deficient and limited. The study concludes on the importance of guaranteeing the right to be a translator and interpreter as part of linguistic rights, as it constitutes a safeguard of due process and effective judicial protection. This right involves providing assistance from a qualified individual to act as an oral bridge, ensuring effective communication between the parties and the fulfillment of their claims, while reducing cultural bias in the assessment of criminal facts.
O presente artigo tem como objetivo realizar um estudo comparativo sobre a garantia do direito ao tradutor e intérprete em línguas indígenas nos processos penais no México e no Peru, com o objetivo de destacar as diferenças e oferecer feedback às instituições responsáveis por esse direito nos dois países. Para isso, utiliza-se uma metodologia qualitativa de análise documental, de caráter descritivo, e aplica-se o método comparativo-jurídico na análise de fontes bibliográficas, legais e jurisprudenciais.
Os resultados revelam que tanto o México quanto o Peru reconhecem em suas constituições o direito linguístico dos indígenas a tradutores e intérpretes e possuem legislação que o viabiliza no âmbito normativo; no entanto, na prática, sua implementação é deficiente e limitada. O estudo permite concluir sobre a importância de garantir o direito ao tradutor e intérprete como parte dos direitos linguísticos, pois constitui uma garantia do devido processo legal e da tutela judicial efetiva, o que implica fornecer assistência de uma pessoa qualificada que atue como ponte oral, assegurando uma comunicação eficaz entre as partes e a satisfação de suas pretensões, e reduzindo o viés cultural nos fatos objeto de avaliação penal.