Argentina
Quienes han dormido recientemente en las calles de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires suelen relatar que “vino Espacio Público”, seguido de acciones violentas. El término no alude a un concepto teórico, sino a una dependencia del Ministerio de Espacio Público e Higiene Urbana que desplaza a personas en situación de calle y, frecuentemente, roba o destruye sus pertenencias, ejerciendo violencia física. Este artículo parte de una investigación sobre situación de calle y salud mental, donde los desplazamientos forzados configuran un malestar persistente en las narrativas urbanas. Se analizan sus afectaciones subjetivas y el impacto en los modos de habitar el espacio urbano.
Quem dormiu recentemente nas ruas da Cidade Autônoma de Buenos Aires (CABA) provavelmente mencionará que “veio o Espacio Público”, seguido por relatos de ações violentas. Neste caso, Espacio Público não é um conceito teórico, mas uma agência governamental do Ministério do Espaço Público e Higiene Urbana, que não só desloca pessoas em situação de rua, mas também rouba ou destrói seus pertences, frequentemente com uso de violência física. A partir de uma pesquisa sobre situação de rua e saúde mental, o artigo analisa os impactos subjetivos dos deslocamentos forçados e seus efeitos nas formas de habitar o espaço urbano da cidade.
Anyone who has recently slept on the streets of the Autonomous City of Buenos Aires (CABA) will likely mention that “Espacio Público came,” followed by descriptions of violent actions. Here, Espacio Público refers not to a theoretical concept but to a government agency within the local Ministry of Public Space and Urban Hygiene, which not only displaces people sleeping on the streets but often steals or destroys their belongings using physical violence. Based on research on homelessness and mental health, this article explores the subjective impacts of forced displacement and its effects on ways of inhabiting the city’s urban space.