Colombia
La defensa del territorio es una acción estratégica agenciada por colectivos y comunidades frente a desigualdades sociales, incluidas las de tipo socioterritorial. Este artículo analiza experiencias de mujeres en procesos de acción colectiva orientados a mejorar condiciones de vida en contextos urbanos desiguales. A través de un enfoque cualitativo, con entrevistas semiestructuradas y revisión documental, se observa que en sectores urbano-populares de dos capitales colombianas persisten desigualdades multidimensionales reforzadas por formas históricas de exclusión. Se concluye que estas desigualdades están mediadas por arreglos de poder en escenarios asimétricos, donde la defensa del territorio y el diálogo de saberes emergen como dispositivos transformadores.
A defesa do território é uma ação estratégica levada a cabo por coletivos e comunidades para enfrentar desigualdades sociais, inclusive as socioterritoriais. Este artigo analisa experiências de mulheres em processos de ação coletiva voltados à melhoria das condições de vida em contextos urbanos desiguais. Por meio de abordagem qualitativa, com entrevistas semiestruturadas e levantamento documental, observa-se que, nos setores urbano-populares de duas capitais colombianas, persistem desigualdades multidimensionais reforçadas por formas históricas de exclusão. Conclui-se que essas desigualdades são mediadas por arranjos de poder em cenários assimétricos, nos quais a defesa do território e o diálogo de saberes emergem como dispositivos transformadores.
The defense of territory is a strategic action carried out by collectives and communities to confront social inequalities, including socio-territorial ones. This article analyzes women’s experiences in collective action processes aimed at improving living conditions in unequal urban contexts. Using a qualitative approach with semi-structured interviews and documentary research, the study shows that in urban-popular sectors of two Colombian capitals, multidimensional inequalities persist, reinforced by historical forms of exclusion. It concludes that the inequalities perceived by women are shaped by power arrangements in asymmetrical contexts, where territorial defense and knowledge exchange emerge as transformative mechanisms to address and confront structural inequities.