México
Este artículo analiza el enclave aguacatero en Michoacán como una expresión contemporánea del neocolonialismo en contextos indígenas. Desde una perspectiva teórica que articula enclave, dependencia y colonialidad, se examina cómo la agroindustria exportadora reproduce desigualdades étnicas y precarización laboral, especialmente entre trabajadores indígenas. A partir de entrevistas con productores y jornaleros, se identifican despojo territorial, reconversión productiva y transformación de identidades. Se concluye que el modelo agroexportador se sostiene en la superexplotación del trabajo indígena y en una gobernanza territorial subordinada a intereses externos, lo que restringe la reproducción económica y cultural de las comunidades.
This article analyzes the avocado enclave in Michoacán as a contemporary expression of neo-colonialism in Indigenous contexts. Drawing on enclave, dependency, and coloniality, it explores how the export-oriented agroindustry reproduces ethnic inequalities and precarious labor, especially among Indigenous workers. Based on interviews with producers and laborers, it identifies territorial dispossession, productive reconversion, and identity transformation. It concludes that this agroexport model relies on the superexploitation of Indigenous labor and on a territorial governance structure subordinated to external interests, limiting the economic and cultural reproduction of communities.
Este artigo analisa o enclave do abacate em Michoacán como expressão contemporânea do neocolonialismo em contextos indígenas. A partir de enclave, dependência e colonialidade, examina como a agroindústria exportadora reproduz desigualdades étnicas e trabalho precário, especialmente entre trabalhadores indígenas. Com base em entrevistas com produtores e trabalhadores, identificam-se expropriação territorial, reconversão produtiva e transformação de identidades. Conclui-se que o modelo agroexportador se sustenta na superexploração da força de trabalho indígena e numa governança territorial subordinada a interesses externos, limitando a reprodução econômica e cultural das comunidades.