Marcia Aparecida Amador Mascia
, Luciana Aparecida Silva de Azeredo
Brasil, como otros países de América Latina, ha enfrentado presiones para ajustar sus políticas educativas según lo promovido por organismos internacionales, tales como UNESCO, OCDE y el Banco Mundial. En ese sentido, este artículo tiene como objetivos: identificar los efectos de sentido que emergen en/del discurso de documentos de agencias internacionales que influyen en las políticas, particularmente la Declaración de Incheon y la Agenda 2030 para la Educación; señalar cómo dichos efectos se materializan lingüísticamente; y discutir cómo tales discursos actúan como una forma de gubernamentalidad en la educación, forma(ta)ndo subjetividades. La problematización se basa en estudios poscríticos, particularmente apoyados en las herramientas conceptuales foucaultianas de la fase conocida como arqueogenealógica. Los hallazgos del análisis evidencian que el discurso de los organismos internacionales está imbuido de intereses relacionados con el mercado laboral y la formación de capital humano, destacando el papel creciente del sector privado en la educación pública.
Brazil, like many other Latin American countries, has faced increasing pressure to align its educational policies with those promoted by international organizations such as UNESCO, OECD, and the World Bank. In light of this context, the present paper seeks to: identify the meanings that emerge from the discourse of policy-influencing documents issued by these international agencies, particularly the Incheon Declaration and the Agenda 2030 for Education; examine how these meanings have linguistically materialized; and explore how such discourses function as mechanisms of governmentality in education shaping subjectivities. This analysis is grounded in post-critical studies, drawing particularly on Foucault’s conceptual framework concerning the archeogenealogical phase. The findings reveal that the discourse of international organizations is deeply intertwined with interests related to the labor market and human capital formation, highlighting the increasing involvement of the private sector in public education.
O Brasil, assim como outros países da América Latina, tem sofrido pressões no sentido de adequar as políticas educacionais ao que apregoam os organismos internacionais. Dentre eles, citamos a UNESCO, OCDE e Banco Mundial. Tendo como cenário o exposto, este artigo tem como objetivos: levantar os efeitos de sentido que emergem no/do discurso de documentos de agências internacionais influenciadoras de políticas, particularmente a Declaração de Incheon e a Agenda 2030 para a Educação; apontar como tais efeitos se materializam linguisticamente; e discutir de que maneira tais discursos atuam como uma forma de governamentalidade em Educação, forma(ta)ndo subjetividades. A problematização parte de estudos pós-críticos, respaldando-se particularmente nas ferramentas conceituais foucaultianas da fase entendida como arqueogenealógica. Os resultados da análise evidenciam que o discurso dos organismos internacionais está imbuído de interesses ligados ao mercado de trabalho e à formação de capital humano, com destaque para o papel crescente do setor privado na educação pública.