Several regions around the world face the challenge of renewing their economies when the usual growth trajectory begins to weaken. In territories where a particular economic activity predominates-a lock-in, as in the case of mining regionsit is considered essential to define new trajectories that allow for economic diversification following the closure of extraction activities. These regions are at a critical juncture to plan for future diversification. This article seeks, based on the literature of evolutionary economic geography (EEG), to expand the understanding of the relationship between mining in peripheral areas and regional diversification, highlighting the role of regional actors in creating new trajectories, whether related to mining or not.The search for a pathcreation model that considers social, environmental, and economic aspects is becoming increasingly important, both for civil society and for initiatives from national, international, and regulatory bodies. As such, the discussion about path developmenthas gained significant prominence in political agendas and civil dialogues. The articlepresentsa theoretical framework that cyclically integrates the creation of new trajectories, influenced by the actions of local agents, who also contribute to strengthening territorial resilience
Regiões em todo o mundo enfrentam o desafio de renovar as suas economias quando a trajetória de crescimento habitual começa a enfraquecer. Nos territórios onde predomina uma determinada atividade económica-umlock-in, como é o caso de regiõesmineirasé considerado fundamental definir novas trajetórias que permitam a diversificação económica após o encerramento das atividades de extração. Estas regiões estão perante um momento determinante paraplaneara diversificação futura. Este artigo tem como objetivo, a partir da literatura da geografia económica evolutiva (GEE), ampliar o entendimento sobre a temática que relaciona a mineração,em áreas periféricas,com a diversificação regional, destacando o papel dos atores regionais na criação de novas trajetórias, considerando recursos relacionados,ou não,com a mineração. A busca por um modelo de criação de trajetórias que leve em consideração os aspetos sociais, ambientais e económicos torna-se cada vez mais crucial, quer por parte da sociedade civil, quer por iniciativas de órgãos nacionais, internacionais e reguladores. Nesse sentido, a discussão sobre o desenvolvimento de novas trajetórias tem vindo a ganhar um espaço cada vez maior nas agendas políticas e nos diálogosno contexto da sociedade civilApresentamos, assim, um quadro teórico que integra,de forma cíclica,a criação de novas trajetórias, influenciada pela atuação dos agentes locais, os quais também contribuem para fortalecer a resiliência territorial