This article explores the critique of Western hegemonic time, focusing on Achille Mbembe’s reflection on “Black time” in Critique of Black Reason. The conception of time, historically tied to the colonial project and Western thought, has been a pillar of epistemological domination, promoting the idea of linear progress and cultural superiority. Using a qualitative interpretive approach and theoretical analysis, the work is organized into two main sections: first, it presents a theoretical analysis that deconstructs the linearity of Western time; second, it analyzes Mbembe’s concept of “Black time”, exploring the Black critique of time through the lens of contemporary Black fiction. This study aims to contribute to the demystification of universal temporal paradigms and highlight the importance of other epistemologies of time.
Cet article explore la critique du temps hégémonique occidental, en se concentrant sur la réflexion d’Achille Mbembe sur le “temps Noir” dans son ouvrage Critique de la raison nègre. La conception du temps, historiquement liée au projet colonial et à la pensée occidentale, a constitué un pilier de domination épistémologique, en promouvant l’idée de progrès linéaire et de supériorité culturelle. À partir d’une approche qualitative/interprétative et d’une analyse théorique, le travail s’organise en deux axes principaux : d’abord, une analyse théorique qui déconstruit la linéarité du temps ocidental ; ensuite, une analyse du “temps Noir” développé par Mbembe, où la critique Noire du temps est examinée à la lumière de la fiction Noire contemporaine. Cette étude vise à contribuer à la démystification des paradigmes temporels universels et à renforcer l’importance d’épistémologies autres du temps.
Este artigo explora a crítica ao tempo hegemônico ocidental, com foco na reflexão de Achille Mbembe sobre o “tempo Negro” na obra Crítica da Razão Negra. A concepção de tempo, historicamente vinculada ao projeto colonial e ao pensamento ocidental, tem sido um pilar de dominação epistemológica, promovendo a ideia de progresso linear e superioridade cultural. A partir de uma abordagem qualitativa interpretativa e de análise teórica, o trabalho se organiza em dois eixos principais: primeiro, uma análise teórica que desconstrói a linearidade do tempo ocidental; em seguida, uma análise do “tempo Negro” desenvolvido por Mbembe, em que a crítica Negra ao tempo é explorada à luz da ficção Negra contemporânea. Este estudo visa contribuir para a desmistificação de paradigmas temporais universais e reforçar a importância de epistemologias Outras sobre o tempo.