Rosembert Ariza Santamaría
En nuestra América se ha consolidado una perspectiva hegemónica de sociología jurídica liberal activista, acceso a la justicia, el multiculturalismo, la cultura jurídica de la legalidad, el nuevo constitucionalismo o constitucionalismo andino, la justicia ambiental, la judicialización de la política y la politización de la justicia; sumado al impulso de la agenda neoliberal de la agencia de cooperación del norte global interpelamos esta perspectiva con todas sus luces y sombras y desde abajo y a la izquierda, revisitamos los abogados populares, profesores críticos, defensores de derechos humanos, lideresas, organizaciones y comunidades que enfrentan los desafíos de posicionar una sociología jurídica militante a partir de las luchas populares, el acompañamiento a los movimientos sociales, las primeras líneas, la defensa de presas y presos políticos, las luchas espirituales por el territorio y la promoción del pensamiento crítico en el mundo social y el derecho. Desde el análisis de experiencias de investigación militante se interpela el ejercicio de una sociología comprometida con causas populares, la emancipación social y su capacidad de agenciar otros horizontes jurídico-políticos. Todo esto desde una comprensión de espectros del marxismo nuestro americano, que asume posición frente al derecho burgués de propietarios, e insta a otros usos sociales de las (i)legalidades.
In our America, a hegemonic perspective of liberal activist legal sociology, access to justice, multiculturalism, the legal culture of legality, the new constitutionalism or Andean constitutionalism, environmental justice, the judicialization of politics and the politicization of justice, added to the impulse of the neoliberal agenda of the cooperation agencies of the global north, we question this perspective with all its lights and shadows and from below and to the left, we revisit popular lawyers, critical professors, human rights defenders, women leaders, organizations and communities that face the challenges of positioning a militant legal sociology based on popular struggles, accompaniment to social movements, the front lines, the defense of political prisoners, spiritual struggles for territory and the promotion of critical thinking in the social world and the law. From the analysis of militant research experiences, the exercise of a sociology committed to popular causes, social emancipation and its capacity to organize other legal-political horizons is questioned. All this from an understanding of the spectrum of our American Marxism that takes a position against the bourgeois right of property owners, and urges other social uses of (il)legalities.
Em nossa América, consolidou-se uma perspectiva hegemônica de sociologia jurídica liberal ativista, que aborda o acesso à justiça, o multiculturalismo, a cultura jurídica da legalidade, o novo constitucionalismo ou constitucionalismo andino, a justiça ambiental, a judicialização da política e a politização da justiça. Somado ao impulso da agenda neoliberal da agência de cooperação do norte global, interpelamos essa perspectiva com todas as suas luzes e sombras e, de baixo e à esquerda, revisitamos os advogados populares, professores críticos, defensores de direitos humanos, lideranças, organizações e comunidades que enfrentam os desafios de posicionar uma sociologia jurídica militante a partir das lutas populares, do acompanhamento aos movimentos sociais, das primeiras linhas, da defesa de presas e presos políticos, das lutas espirituais pelo território e da promoção do pensamento crítico no mundo social e no direito.A partir da análise de experiências de pesquisa militante, interpela-se o exercício de uma sociologia comprometida com causas populares, a emancipação social e sua capacidade de agenciar outros horizontes jurídico-políticos. Tudo isso a partir de uma compreensão de espectros do marxismo nosso-americano, que assume posição frente ao direito burguês de proprietários, e insta a outros usos sociais das (i)legalidades.