Mauro Benente
En las últimas décadas, uno de los repertorios de protesta más utilizados por distintas organizaciones es el bloqueo de rutas o calles. Por su lado, mientras algunos repertorios, como la huelga o el trabajo a reglamento, tienen regulaciones legales relativamente consolidadas, existen numerosas disputas sobre el modo de tratar jurídicamente el bloqueo de calles o rutas. En el presente trabajo, planteo que el tratamiento jurídico de los bloqueos de calles o rutas depende, al menos parcialmente, de nuestras teorías sobre la democracia. De esta manera, si apelamos a una teoría restrictiva de la democracia, el tratamiento jurídico estará caracterizado por el reproche. Por su lado si acudimos a las teorías deliberativas de la democracia, o incluimos a la protesta dentro del derecho de libertad de expresión, encontraremos la intención de proteger las acciones de protesta. Sin embargo, esta intención fracasa al cumplir su objetivo. Finalmente plantearé una teoría ambivalente de la democracia, que vincula el régimen democrático y la democratización del régimen, y que protege adecuadamente el derecho a la protesta.
In recent decades, one of the most widely used protest repertoires by different organizations has been blocking roads or streets. While some repertoires, such as strikes or work by regulation, have relatively consolidated legal regulations, there are numerous disputes over the legal treatment of road or street blockades. In this paper I argue that the legal treatment of street or road blockades depends, at least partially, on our theories of democracy. Thus, if we appeal to a restrictive theory of democracy, the legal treatment will be characterized by reproach. On the other hand, if we turn to deliberative theories of democracy, or include protest within the right to freedom of speech, we will find the intention to protect protest actions. However, this intention fails to achieve its goal. Finally, I will put forward an ambivalent theory of democracy, which links the democratic regime and the democratization of the regime, and which adequately protects the right to protest.
Nas últimas décadas, um dos repertórios de protesto mais utilizados por distintas organizações é o bloqueio de rotas ou ruas. Por outro lado, enquanto alguns repertórios, como a greve ou o trabalho com regulamento, têm regulamentações legais relativamente consolidadas, existem numerosas disputas sobre o modo de tratar juridicamente o bloqueio de ruas ou rotas.No presente trabalho, defendo que o tratamento jurídico dos bloqueios de ruas ou rotas depende, ao menos parcialmente, das nossas teorias sobre a democracia. Dessa forma, se apelarmos a uma teoria restritiva da democracia, o tratamento jurídico será caracterizado pelo reproche. Por outro lado, se recorrermos às teorias deliberativas da democracia, ou incluirmos o protesto dentro do direito de liberdade de expressão, encontraremos a intenção de proteger as ações de protesto. No entanto, essa intenção falha em cumprir seu objetivo. Finalmente, proporei uma teoria ambivalente da democracia, que vincula o regime democrático e a democratização do regime, e que protege adequadamente o direito ao protesto.