Ricardo Prestes Pazello
Resumen: Este ensayo pretende presentar una fundamentación gnosiológica respecto del diálogo, entendido como necesario, entre marxismo y teoría descolonial. En primer lugar, cuestiona si existe o no un eurocentramiento marxista, concluyendo por su rechazo basado tanto en las fuentes originales como en las interpretaciones latinoamericanas y de otras periferias del sistema mundial capitalista. En segundo lugar, defiende la necesidad del materialismo histórico para llevar a cabo el giro descolonial, complementando el análisis de la especificidad latinoamericana con el de la totalidad del mundo del capital. En tercer lugar, se revisan los aportes de la crítica marxista a la dependencia, producida en América Latina, como la más consecuente síntesis entre marxismo y decolonialismo. Finalmente, aplica toda la reflexión al campo de las teorías críticas del derecho, proponiendo la categoría de relación jurídica dependiente como punto nodal para la construcción de un derecho insurgente.
Abstract: This essay intends to present a gnosiological foundation regarding the dialogue, understood as necessary, between Marxism and Decolonial Theory. Firstly, it questions whether or not there is a Marxist Eurocentrism, concluding by its rejection based on the original sources as well as those from Latin American interpretations and the other peripheries of the capitalist world system. Secondly, it defends the need of the Historical Materialism to carry out the decolonial turn, complementing the analysis of Latin American specificity with that of the totality of the world of capital. Thirdly, it reviews the contributions of the Marxist critique of dependency, produced in Latin America, as the most consequential synthesis between Marxism and Decolonialism. Finally, it applies all the reflection to the field of critical theories of law, proposing the category of dependent juridical relation as a nodal point for the construction of an insurgent law.
Resumo: O presente ensaio pretende apresentar uma fundamentação gnosiológica a respeito do diálogo, entendido como necessário, entre marxismo e teoria descolonial. Em primeiro lugar, realiza um questionamento acerca de haver ou não um eurocentramento marxista, concluindo pela sua rejeição a partir das fontes originais bem como das interpretações latino-americanas e das demais periferias do sistema mundial capitalista. Em segundo lugar, defende a necessidade do materialismo histórico para a efetivação do giro descolonial, complementando a análise da especificidade latino-americana com a da totalidade do mundo do capital. Em terceiro lugar, passa em revista as contribuições da crítica marxista à dependência, produzida desde a América Latina, como a mais conseqüente síntese entre marxismo e descolonialismo. Por fim, aplica toda a reflexão ao campo das teorias críticas do direito, propondo a categoria de relação jurídica dependente como nodal para a construção de um direito insurgente.