Alejandro Karin Pedraza Ramos
El presente trabajo tiene por objetivo recuperar algunas pistas que permitan entender el desarrollo del derecho a la consulta previa, desde su origen como herramienta de gobernanza global, hasta sus usos recientes, que en algunas experiencias han mostrado su potencial contrahegemónico, sobre todo, cuando los pueblos enfatizan la necesidad de obtener el consentimiento en los temas sometidos a consulta indígena. Para ello, se reflexiona en torno a las principales violaciones al derecho a la consulta en México, atendiendo a la jurisprudencia que permite entender la pugna entre la garantía y la regulación del derecho. Por último, se recuperan algunos casos paradigmáticos donde la demanda de la herramienta consultiva mostró su potencial contrahegemónico y ha servido para recuperar debates sustantivos sobre los derechos de los pueblos indígenas diversos como el territorio y a elegir a sus autoridades autónomamente.
The purpose of this paper is to recover some keys that allow us to understand the development of the prior consultation right, from its origin as a tool of global governance, to its recent uses, which in some experiences have shown its counterhegemonic potential, especially all when the people emphasize the need to obtain consent on issues submitted to indigenous consultation. To do this, we reflect on the main violations of the right to consultation in Mexico, especially considering the jurisprudence that allows us to understand the struggle between the guarantee and regulation of the right. Finally, we recover some paradigmatic cases where the demand for the consultative tool showed its counterhegemonic potential and has served to recover substantive debates on the rights of diverse indigenous peoples such as territory and to elect their authorities autonomously.
O presente trabalho tem como objetivo resgatar algumas pistas que permitam entender o desenvolvimento do direito à consulta prévia, desde sua origem como ferramenta de governança global até seus usos recentes, que em algumas experiências têm mostrado seu potencial contra-hegemônico, sobretudo quando os povos enfatizam a necessidade de obter o consentimento nos temas submetidos à consulta indígena. Para isso, reflete-se sobre as principais violações ao direito à consulta no México, atentando à jurisprudência que permite entender a pugna entre a garantia e a regulação do direito. Por fim, recuperam-se alguns casos paradigmáticos onde a demanda da ferramenta consultiva mostrou seu potencial contra-hegemônico e tem servido para resgatar debates substantivos sobre os direitos dos povos indígenas, como o território e o de eleger suas autoridades autonomamente.