Francine Lima Baldo Ramos, Ana Clara Carazato Porto Fernandes, Sandra Maria Barbalho, César Iván Pruzzo, Lívia Picchi Comar, Cláudia Rucco Penteado Detregiachi
O presente estudo buscou analisar o modo como os profissionais de uma Unidade de Cuidados Prolongados (UCP) desenvolveram e aplicam seus instrumentos de trabalho dos cuidados prestados e o conhecimento dos usuários sobre a UCP e seu atendimento, bem como o motivo de sua internação nesta unidade. Os profissionais responderam um questionário que buscava caracterizar o perfil e conhecer o instrumento que utiliza na UCP. Aos pacientes e seus acompanhantes foi aplicado um questionário para caracterizar a polulação e seu entendimento sobre a UCP. Participaram desta pesquisa nove profissionais os quais atuam na área há 2,8 ± 1,3 anos e estão na instituição há 1,7 ± 0,7 anos. Para o desenvolvimento do protocolo em uso na unidade se basaram na prática clínica e experiência (88,9%) e 22,2% indicaram que esse é específico para uso em uma UCP. A realização com o trabalho na UCP foi indicada por 88,9% dos profissionais. Dos 26 pacientes e/ou acompanhantes entrevistados, metade era homem e tinham idade de 61,5 ± 13,3 anos. O motivo prevalente para a internação foi o uso de antibióticos por longo período. A média de permanência ficou entre 30 a 60 dias, sendo que o acidente vascular cerebral se associou a um maior tempo de internação. A satisfação com o serviço prestado, o acolhimento do paciente e a percepção de melhora do estado geral do paciente foi positivo e unânime. Pode-se concluir que o serviço da UCP conta com uma equipe interdisciplinar experiente e que está satisfeita com sua atuação, o que refletiu diretamente na qualidade do serviço prestado e no nivel de satisfação do paciente e seus acompanhantes.