Fiona Wilson
Por medio de testimonios de maestros de escuela de una provincia en la sierra central del Perú, este artículo intenta mostrar cómo y por qué los conceptos de raza y de compromiso político cambiaron entre los docentes durante tres momentos críticos de la historia peruana: la reforma agraria, la sindicalización masiva y la insurgencia maoísta. El artículo explora cómo las representaciones binarias de raza como mestizo o indio o, mestizo o cholo, se formaron y también fueron desafiadas por la experiencia cotidiana de los maestros y por su acción política. Sus reacciones y negociaciones alrededor de la adscripción racial se enmarcan en tres campos de poder: las identidades sociales racializadas, los procesos de formación estatal y las posibilidades existentes para las políticas contestatarias.
Using accounts by militant schoolteachers from a province in the central sierra of Peru, this article attempts to show how and why concepts of race and political commitment among teachers changed at three critical moments in Peruvian history: agrarian reform, mass unionisation, and Maoist insurgency. The article explores how binary representations of race as mestizo or Indian, mestizo or cholo, were both formed and challenged by the everyday experience of teachers as well as their political action. Their reactions to, and negotiation of, racial ascription are framed within three fields of power: racialised social identities, processes of state formation, and opportunities and repertoire of contestatory politics.
Utilizando relatos de professores escolares militantes de uma província na serra central peruana, este artigo tenta demonstrar como e por que conceitos de raça e comprometimento político entre professores mudaram em três momentos críticos da história peruana – a reforma agrária, a sindicalização em massa e a insurreição maoista. O artigo aborda como experiências cotidianas dos professores e como sua ação política formou e desafiou representações binárias de raça, como por exemplo, mestiço ou índio, ou mestiço ou cholo. Suas reações e negociações a respeito de declarações raciais são armadas em três campos de poder: identidades sociais racializadas; processos de formação de estado; oportunidades e reportório de políticas contestatórias.