Juliana Hespanhol Dorigan, Luciane Maria Pezzato, Sébastien Pesce
Essa revisão de escopo buscou analisar os efeitos das experiências de formação nas práticas profissionais em saúde mental nos contextos brasileiros e franceses, tomando como base a pesquisa-formação. Seguiu-se as diretrizes metodológicas do manual do Joanna Briggs Institute (JBI), conforme a declaração do diagrama PRISMA. Dos resultados encontrados nas publicações dos últimos 20 anos, 705 documentos foram selecionados para a triagem, os quais foram analisados os títulos e resumos. Destes, 26 foram avaliados para elegibilidade, e, 12 estudos entraram para a revisão de escopo, sendo 6 estudos brasileiros e 6 franceses. Os estudos analisados demonstraram a utilização de dispositivos transversais, seja no contexto brasileiro, seja no contexto francês, que permitiram que as experiências de formação fossem transportadas ao campo das práticas de cuidado em saúde. Tais dispositivos possibilitaram a emergência de situações, como também, reflexões que se encontravam imersas, escondidas à primeira vista, e que contribuíram para o aprimoramento das práticas de cuidado em saúde mental. Outro achado foi o de que, o principal conceito envolvido nas práticas de formação foi o da experiência, que, no contexto brasileiro centrou-se pela estratégia de Educação Permanente em Saúde e na França, diferentes dispositivos utilizados convergiram para colocar tal conceito em evidência.