O presente artigo é fruto de discussões desenvolvidas no âmbito do mestrado em Educação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) no qual se busca analisar as configurações do Estado brasileiro na sociedade capitalista, no contexto de lutas e contradições em que se enquadram as políticas sociais, em específico a política educacional. Partindo do materialismo histórico-dialético, enquanto método de pesquisa, buscamos evidenciar o movimento das contradições, historicidade e totalidade que envolve as relações de gestão e operacionalização da política de educação superior e da assistência estudantil nos governos e modelos do Estado brasileiro, e priorizamos como estratégia de investigação a análise e interpretação de dados bibliográficos e documentais, coletados junto à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Assim sendo, concluímos que a educação superior brasileira é marcada por um processo de elitização em sua constituição sócio-histórica, mas que, no contraponto, o movimento estudantil e o surgimento da União Nacional dos/as Estudantes (UNE), colocam em evidência tal realidade, a qual culminará na expansão do ensino superior público às classes subalternas, bem como, a consolidação de uma assistência estudantil que, mesmo com poucos recursos, fragilizada, e muitas vezes segmentada, ainda assim, consegue garantir a permanência de tantos/as estudantes de baixa renda no ensino superior público.