Giovana Rizzo Alves Melo, Alvaro Vieira Aciole Paixão, Ana Flávia de Souza Guimarães, Leandro Augusto Alves Rodrigues Filho, Marcelle Pancha Stica, Maria Fernanda Mazi Finamore, Maycon Rodrigues Souza Pires, Onirê Eulálio Rabay, Rômulo Diogo de Sousa Brito, Vanessa Ferreira de Sena Soares
Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar a eficácia e aplicabilidade do Epidural Blood Patch (EBP), ou tampão sanguíneo epidural, no tratamento da cefaleia pós-raquianestesia, revisando as evidências científicas disponíveis, as indicações clínicas, os fatores preditivos de sucesso e os riscos associados ao procedimento. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que incluiu artigos publicados entre 2020 e 2025, revisados por pares e disponíveis em português ou inglês. As bases de dados consultadas foram BVS, EBSCOHost e PubMed, utilizando descritores relacionados ao EBP e à CPR. Após a triagem inicial de 146 artigos, 14 estudos foram selecionados para a revisão final. Resultados e Discussão: O EBP mostrou-se altamente eficaz no tratamento da CPR, com taxas de sucesso que variam entre 66,7% e 90,9%. O procedimento consiste na administração de sangue autólogo no espaço epidural, próximo ao local da punção dural, com o objetivo de selar o defeito e restaurar a pressão do LCR. A aplicação precoce do EBP, aliada à precisão técnica (volume adequado de sangue e posicionamento anatômico correto), mostrou-se determinante para maximizar os resultados. No entanto, persistem desafios, como a recorrência dos sintomas em uma minoria de casos e complicações raras, porém graves, como aracnoidite, hematomas subdurais e higromas. A literatura também destaca a necessidade de avaliações individualizadas e monitoramento rigoroso pós-procedimento, especialmente em populações específicas, como pacientes oncológicos, pediátricos ou imunocomprometidos. Conclusão: O EBP consolida-se como uma intervenção eficaz e segura no tratamento da cefaleia pós-raquianestesia, sendo considerado padrão-ouro quando abordagens conservadoras falham. No entanto, a heterogeneidade na resposta terapêutica e a possibilidade de complicações reforçam a necessidade de estudos futuros que explorem estratégias híbridas, como a combinação do EBP com intervenções adjuvantes, e avaliem a durabilidade dos efeitos do procedimento em diferentes contextos clínicos.