Luciano Gustavo Oliveira da Silva, Christine Ruta, Natalie Arantes Yoshimura, Eline Deccache-Maia
Os centros e Museus de Ciências são espaços que têm grande potencial para o aprendizado da população ao longo de toda a sua vida. Eles tendem a abordar a cultura científica de forma instigante e interativa para todas as faixas etárias, inclusive os idosos. No Brasil, a população de idosos cresce de forma acelerada e, apesar do número expressivo de idosos e de terem tempo para irem a museus e centros de Ciências, isso não acontece. Visando entender essa baixa adesão, este estudo exploratório investigou a experiência de idosos no Museu Interativo de Ciências do Sul Fluminense – MICInense, localizado em Barra Mansa, Rio de Janeiro. O estudo analisou os efeitos da interação social, inclusão e aprendizagem para essa faixa etária. A pesquisa foi realizada com 33 idosos que participaram de atividades educativas no museu. A metodologia combinou observação direta, questionários semiestruturados e entrevistas para coletar impressões e aprendizados. Os resultados indicam que, apesar das barreiras como a falta de divulgação e oportunidades, o museu oferece um ambiente propício para a aprendizagem significativa, conectando saberes prévios, que no caso dos idosos são amplos, a novos conhecimentos. Formas de interatividade, como hands-on, minds-on, hearts-on e social-on, foram fundamentais para promover o engajamento dos participantes, destacando a importância de políticas públicas que favoreçam a inclusão desse público em espaços museológicos.