O contexto atual é marcado pelo surgimento das denominadas Tecnologias de Registro Distribuído (DLTs), que se caracterizam como sistemas eletrônicos de registro baseadas na descentralização e na criptografia, e que se destacam pelo fato de conferirem – para além de outros benefícios – maior agilidade e segurança às transações nelas sediadas. Com potencial aplicação em diversas áreas, uma das que têm buscado identificar seus usos é o setor financeiro. Em vista desse cenário, o objetivo deste trabalho foi evidenciar o quanto as instituições financeiras têm dedicado atenção e esforços à incorporação de tecnologias DLTs em seus produtos, serviços e processos, haja vista os ganhos propiciados por tais soluções. O trabalho utilizou-se do método de pesquisa bibliométrica, a partir do levantamento de produções científicas e registros patentários sediados em bancos de dados nacionais, quais sejam, bases de dados da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Os resultados obtidos, porquanto incipientes, indicaram que o tema está em estágio inicial nas instituições financeiras, sendo que fatores externos, a exemplo de incertezas regulatórias, também parecem ter influência na velocidade da apropriação do tema. Ainda assim, trata-se de tecnologia que, por suas características, pode contribuir para o aprimoramento das instituições financeiras, nas suas mais diversas atuações, a evidenciar seu grande potencial enquanto instrumento em benefício do setor financeiro.