Avaliar o impacto da implementação de um Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA) em pacientes críticos. Trata-se de um estudo transversal realizado em uma unidade de terapia intensiva, de abril a setembro de 2024, com pacientes maiores de 14 anos com solicitação de análise microbiológica para apoio diagnóstico de infecção em uso de antimicrobianos. A análise da prescrição foi efetuada a partir de duas estratégias: o PGA com o time operacional e a atuação ativa diária do farmacêutico clínico. As variáveis foram analisadas por frequências e medidas de tendência central. O teste de Mann-Whitney foi utilizado para dados não normais, com significância de 5%. A manutenção do esquema prescrito foi a estratégia mais frequente do time operacional (62,9%), seguido da suspensão de antimicrobianos (16,3%). A atuação ativa do farmacêutico teve um número substancialmente maior de intervenções (343 vs. 116), dentre elas, a identificação de erros de prescrição (18,3%) e incompatibilidades medicamentosas (15,7%) foram as mais comuns. A adesão ao programa foi elevada em ambos os grupos, com uma ligeira vantagem para o time operacional (95,69% vs. 93%). Conclui-se que o PGA, especialmente com a participação ativa do farmacêutico, contribuiu para a otimização do uso de antimicrobianos.