A educação superior brasileira tem passado por mudanças significativas devido às pressões das políticas governamentais que regulam o setor e às demandas da sociedade. Este artigo tem como objetivo examinar a integração entre dois instrumentos elaborados nas Instituições de Educação Superior (IES): o Planejamento Estratégico (PE) e o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), destacando suas possibilidades e limitações. A discussão sobre planejamento estratégico aborda sua formulação e implementação a partir de abordagens da gestão estratégica, como as propostas por Chaffee (1985), que as agrupa em modelos linear, adaptativo e interpretativo. Além disso, considera-se a influência das dimensões racionais, políticas e simbólicas no planejamento institucional, bem como a programação estratégica e a legitimação organizacional. O artigo, baseado em pesquisa descritiva e bibliográfica de caráter qualitativo, conclui que o planejamento e seus produtos, como o PDI e o PE, têm se consolidado mais como instrumentos políticos e de legitimação do que como ferramentas para melhoria efetiva da gestão e do desempenho das IES.