A partição de comprimidos é uma prática comum em estabelecimentos de saúde e em domicílios, utilizada para ajustar dosagens, facilitar a deglutição e reduzir custos. Pode ser feita manualmente ou com fracionadores, sendo especialmente importante para idosos e crianças, que necessitam de doses personalizadas. Este estudo analisou o impacto da partição em comprimidos sulcados de ácido acetilsalicílico (AAS) de 100 mg e 500 mg. Para os comprimidos de 100 mg, foram testadas três metodologias: faca, fracionador e divisão manual. Já para os de 500 mg, utilizou-se apenas o fracionador. A qualidade das frações foi avaliada por meio de ensaios de peso médio, doseamento por titulação e perda de massa. Os resultados indicaram que o peso médio das frações estava dentro dos padrões estabelecidos e o doseamento foi uniforme para todas as metodologias. No entanto, houve diferenças nas perdas de conteúdo. A partição manual apresentou a menor perda (0,78%), seguida pelo fracionador (2,83% para 500 mg e 2,71% para 100 mg). O uso da faca resultou na maior perda (7,46%). O estudo concluiu que, apesar da uniformidade no teor dos comprimidos divididos, a variação nas massas das frações representa um desafio. Assim, a partição de comprimidos deve ser evitada sempre que possível, sendo recomendada a busca por alternativas mais precisas, como a manipulação farmacêutica, para garantir maior segurança no ajuste de dosagem.