Vinicius Henrique Alves Ferreira, Silvia Ximenes Oliveira, Caroline Schirmer, Vanessa do Rosário Albuquerque, Flavia Borges Mesquita, Danyele Rodrigues de Lira, Brígida Karla Fonseca Anízio, Izabel Cristina Queiroz Malizia, Maria Raquel Crispim Paschoal da Fonseca, Edildete Sene Pacheco
Este estudo realizou uma revisão sistemática para investigar a eficácia e a segurança da cannabis medicinal no manejo da dor orofacial crônica. A pesquisa foi conduzida nas bases SciELO, LILACS e Google Acadêmico, abrangendo publicações entre 2018 e 2024, utilizando descritores como "Cannabis medicinal", "dor orofacial" e "canabinoides". Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 15 artigos foram selecionados para análise. Os critérios de inclusão consideraram estudos que abordavam o uso de compostos como THC e CBD em condições relacionadas à dor orofacial, publicados em português, inglês ou espanhol, com metodologia robusta e resultados disponíveis em texto completo. Os resultados indicaram que o THC e o CBD possuem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias significativas, modulando a percepção da dor e reduzindo sua intensidade. Estudos destacaram a eficácia da cannabis medicinal, especialmente em pacientes refratários aos tratamentos convencionais, além de benefícios complementares, como a melhoria da qualidade de vida e a redução da ansiedade e insônia. No entanto, efeitos adversos leves, como sonolência e tontura, foram relatados, reforçando a necessidade de monitoramento rigoroso. A análise também apontou desafios, como a variabilidade nas formulações e dosagens utilizadas, além da falta de padronização nos protocolos clínicos. Apesar dos avanços, a literatura revisada ressalta a importância de estudos mais robustos para consolidar a aplicação clínica da cannabis medicinal. Conclui-se que essa abordagem terapêutica é promissora, mas requer maior integração entre pesquisa científica, regulamentação e práticas clínicas para garantir segurança e eficácia no tratamento da dor orofacial crônica.