O presente estudo explora o impacto do racismo no esporte e suas repercussões para os direitos humanos, por meio de uma análise comparativa entre diferentes contextos. Reconhecendo o esporte como um espaço que tanto reflete desigualdades sociais quanto atua como campo de resistência contra a discriminação racial, a pesquisa busca compreender as políticas de enfrentamento ao racismo em países como Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Japão. São comparadas as abordagens institucionais e culturais de cada nação para promover a inclusão e a equidade racial, avaliando a eficácia de legislações, campanhas educacionais e medidas punitivas. Além disso, são relatados e analisados casos emblemáticos de discriminação racial em eventos esportivos de grande visibilidade, enfatizando suas consequências sociais, políticas e jurídicas. O estudo também examina as consequências jurídicas do preconceito racial no esporte, desde sanções diretas até os impactos na imagem pública de clubes e atletas. Por fim, propõe estratégias para promover a equidade racial no esporte, com ênfase na criação de políticas inclusivas, educação antirracista e representatividade nas esferas de decisão esportiva. A pesquisa evidencia que a luta contra o racismo no esporte deve englobar tanto ações punitivas quanto educativas, com o engajamento contínuo de governos, organizações esportivas, atletas e sociedade civil para a construção de um ambiente esportivo verdadeiramente justo e inclusivo. Este trabalho, ao contribuir para o debate sobre igualdade e direitos humanos, reforça a importância de políticas robustas e de mecanismos de denúncia eficazes que transformem o esporte em uma plataforma de justiça social e respeito à diversidade.