O artigo discute a importância da escrita de si na construção identitária e emocional de adolescentes. Baseado em autores como Calligaris (2014) e Le Breton (2017, 2018) discute-se o adolescer como um tempo marcado pelo reconhecimento de si, muitas vezes atravessado por instabilidades e vulnerabilidades, constantemente despercebidas pelos adultos e ignoradas pelos sistemas educacionais. Com argumentos de Foucault (20006, 2004) e Petit (2009a, 2009b) aborda-se o escrever sobre si como uma prática fundamental para que os adolescentes consigam se expressar; além de ser uma atividade que possibilita conhecer a si mesmo e ajuda no enfrentamento das adversidades. Destaca-se, com o auxílio de Larrosa (2018), que essa escrita de si contribui para o desenvolvimento de um educar que acontece quando o sujeito experiencia e produz sentido a partir de suas vivências. A escrita pessoal é descrita como uma maneira de resistir aos silenciamentos e também à uniformização presentes na sociedade contemporânea.