México
La organización social del agua para pequeños riegos o consumo humano se construye a partir de la acción colectiva y cooperativa de los mismos beneficiarios, quienes crean sus propias reglas para gestionar el agua, preferentemente como un recurso de uso común. Establecen criterios de equidad distributiva y sancionan a quienes no los cumplen. En el norte del estado de Morelos, México, en las pequeñas y medianas localidades, el acceso al agua con fines productivos se realiza a través de la pertenencia a comunidades de regantes, basadas en principios identitarios y normas locales para el acceso al agua que responden a la autonomía local frente a las entidades gubernamentales. Sin embargo, actualmente estas normas ya no garantizan un reparto equitativo del agua. El impulso de cultivos comerciales en las últimas décadas, junto con el aumento del riego mediante innovaciones tecnológicas de bajo costo, como las ‘hoyas’ o cajas de agua, mangueras y sistemas de riego de baja presión, ha provocado el abandono de los cultivos de subsistencia, así como la diferenciación socioeconómica entre los productores de pequeña escala y la sobreexplotación de los recursos hídricos. Los dos casos analizados en los Altos de Morelos ejemplifican la resistencia y la hibridación del riego campesino.
The social organization of water for small irrigation or human consumption is built on the collective and cooperative action of the beneficiaries themselves, who create their own rules to manage water, preferably as a resource for common use. They establish criteria for distributive equity and sanction those who do not comply with them. In the north of the state of Morelos, Mexico, in small and medium-sized localities, access to water for productive purposes is achieved through membership in irrigation communities, based on identity principles and local norms for access to water that respond to local autonomy from government entities. However, currently these norms no longer guarantee an equitable distribution of water. The promotion of commercial crops in recent decades, together with the increase in irrigation through low-cost technological innovations, such as 'hoyas' or water boxes, hoses and low-pressure irrigation systems, has led to the abandonment of subsistence crops, as well as socioeconomic differentiation among small-scale producers and the overexploitation of water resources. The two cases analyzed in the Altos de Morelos exemplify the resistance and hybridization of peasant irrigation.
A organização social da água para pequena irrigação ou consumo humano é construída a partir da ação coletiva e cooperativa dos próprios beneficiários, que criam suas próprias regras para gerir a água, preferencialmente como recurso de uso comum. Estabelecem critérios de equidade distributiva e sancionam aqueles que não os cumprem. No norte do estado de Morelos, México, em cidades pequenas e médias, o acesso à água para fins produtivos é conseguido através da pertença a comunidades de irrigação, com base em princípios de identidade e normas locais de acesso à água que respondem à autonomia local de entidades governamentais. No entanto, actualmente estes regulamentos já não garantem uma distribuição equitativa da água. O impulso para culturas comerciais nas últimas décadas, juntamente com o aumento da irrigação através de inovações tecnológicas de baixo custo, como 'hoyas' ou caixas de água, mangueiras e sistemas de irrigação de baixa pressão, levou ao abandono das culturas de subsistência, bem como a diferenciação socioeconómica entre pequenos produtores e a sobreexploração dos recursos hídricos. Os dois casos analisados nos Altos de Morelos exemplificam a resistência e a hibridização da irrigação camponesa.