Barcelona, España
Durante los años 90 se expandió a lo largo de América Latina una ola de importantes reformas estructurales que modificaron los principios distributivos sobre las que se sostenían las políticas hacia las pensiones. Los resultados no fueron siempre los esperados. La implementación de nuevas reglas para las pensiones en el contexto socioeconómico, político e institucional de Latinoamérica ha generado ciertas desigualdades que afectan el desempeño del sistema de pensiones y las ganancias que diferentes generaciones y grupos de ingreso pueden obtener. Con el fin de superar los inconvenientes de distribución en las reformas, los gobiernos latinoamericanos puede que necesiten asumir un nuevo papel hacia las pensiones no-contributivas, así como considerar la aplicación de ajustes reguladores específicos para reducir los riesgos y desigualdades presentes en el ámbito privado. Una política de aprendizaje entre los países de la región puede proveer de herramientas útiles para alcanzar estos objetivos.
During the 1990s a wave of major structural reforms that changed the distributional principles underpinning pension policies spread across Latin America. Outcomes were not always as expected. The implementation of new pension rules in the socio-economic, political and institutional context of Latin America has resulted in a number of inequalities which affect pension system performance and the gains that different income groups and generations may obtain. In order to overcome the distributional drawbacks of reform, Latin American governments may need to afford a new role to non-contributive pensions, as well as consider the application of specific regulatory adjustments to reduce the risks and inequalities involved in the private pillar. Cross-border policy learning may provide useful tools to achieve these aims.
Uma onda de grandes reformas estruturais espalhou-se pela América Latina durante a década de 1990, mudando os princípios de distribuição que sustentavam as políticas previdenciárias. Os resultados nem sempre foram aqueles esperados. No contexto sócio-econômico, político e institucional da América Latina, a implementação de novas regras para a aposentadoria resultou em diversas desigualdades que afetam o desempenho do sistema previdenciário e os potenciais ganhos de diferentes gerações e faixas de renda. Para superar desvantagens de distribuição das reformas, governos latino-americanos podem ter que dar um novo papel às aposentadorias de não-contribuintes, assim como considerar melhor a realização de ajustes estruturais específicos para reduzir os riscos e desigualdades inerentes do setor privado. Aprender com exemplos de fora do país pode fornecer ferramentas úteis para atingir esse objetivos.