Andressa Karoline Cavalcante Pena, Vitória Cristina Carvalho Lauriano, Rebeca de Sena Magalhães, Cristhian Buzzi Camargo Cordeiro, Vitor Saymon Nascimento Ruberto, Luís Gustavo de Oliveira Costa, Clara Sofia da Silva Oliveira, Ana Karennyne Fernandes Bezerra, Amanda Rodrigues Spinola, Ingrid Marcelle Lopes Falcão, Laura de Freitas Figueira, João Lucas Moita de Sousa, Caroline Gomes Macedo, Many Chuery Medeiros de Andrade, Ana Emília Gomes Macedo
A pobreza menstrual é uma questão de saúde pública negligenciada, impactando especialmente adolescentes em situação de vulnerabilidade. Durante o início da vivência menstrual, esses indivíduos enfrentam tabus e desinformação, comprometendo seu bem-estar à medida que afeta a saúde e a vida social. Este estudo teve como objetivo descrever as repercussões da pobreza menstrual na saúde de adolescentes em vulnerabilidade social, com ênfase nos impactos fisiológicos e psicológicos, além de sua relação com a evasão escolar. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa de literatura nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e National Library of Medicine (PubMed). Foram incluídos artigos em português e inglês, publicados entre 2020 e 2024, de acesso gratuito e com resumos disponíveis e relevantes ao tema. Excluíram-se revisões de literatura, teses, capítulos de livros e estudos que não abordavam diretamente a temática. A amostra final compreendeu 15 artigos, cujos achados indicam que a pobreza menstrual é um problema multifatorial, envolvendo dimensões socioeconômicas, culturais e estruturais. A curto prazo, manifesta-se em desconfortos e constrangimento, podendo evoluir para problemas fisiológicos e psicológicos. Além disso, representa um obstáculo ao desempenho acadêmico, contribuindo para o absenteísmo escolar e reforçando desigualdades sociais. Diante desse cenário, a pobreza menstrual revela-se uma questão complexa que compromete a saúde, a educação e a dignidade das pessoas que menstruam, tornando essencial a realização de pesquisas mais aprofundadas para subsidiar políticas públicas eficazes no enfrentamento desse problema.