Valéria de Sousa Alves Ferreira, Danillo Olegário Matos da Silva, Andrielly Reis Silva Nascimento, Laura Mithysuê Tínem Silva, Vanessa Maria Cézar Guirra, Viviani Aparecida da Silva, Maria Vitória Gomes Gonçalves da Silva, Thais Rodrigues de Sá, Gyllyandeson de Araújo Delmondes, Cynthia Layse Ferreira Almeida, Temístocles Ítalo de Santana
A hipertensão arterial é um grave problema de saúde pública e contribui para o surgimento das doenças cardiovasculares. As interações entre medicamentos e plantas medicinais podem comprometer a eficácia ou aumentar a toxicidade dos tratamentos, sendo fundamental a orientação adequada para minimizar riscos. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar as interações entre captopril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina, e Hibiscus sabdariffa, com enfoque no seu potencial terapêutico e na importância da atuação farmacêutica. Foi realizada uma revisão integrativa de literatura sobre as possíveis interações entre captopril e H. sabdariffa. A pesquisa foi realizada nas bases de dados Us National Library of Medicina (Pubmed) e Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. O corte temporal para a seleção foi de artigos publicados entre 2019 e 2024. Foi observado que o extrato de H. sabdariffa aumenta a concentração de glutationa, potencializando a formação de um complexo dissulfeto com o captopril, o que reduz a quantidade de fármaco livre no plasma. Além disso, a quercetina, presente em H. sabdariffa, pode diminuir a expressão do transportador 1, reduzindo a absorção e a biodisponibilidade do captopril na circulação sanguínea. Assim, a combinação de plantas medicinais e medicamentos no manejo da hipertensão requer cautela para evitar interações medicamentosas que possam comprometer a eficácia terapêutica. Nesse contexto, os farmacêuticos têm papel fundamental na orientação dos pacientes e na colaboração com os prescritores para garantir tratamentos seguros e eficazes.