Liliane Cristina de Oliveira Hespanhol, Volneida Costa
O profissional do direito, devido à sua formação voltada para o normativismo e tecnicismo, se apresenta como um técnico em leis, sem consciência política crítica, o que contraria a função social da profissão e os deveres de cidadania. O artigo tem como objetivo analisar o ensino jurídico no Brasil e sua relação com o corpo de magistrados que se constitui, isto é, o Poder Judiciário. Para isso se serve do método de pesquisa bibliográfica e pesquisa documental. Observa-se que o Judiciário se manteve imune às mudanças estruturais, preservando seus privilégios e altos salários. O juiz é o reflexo de sua formação jurídica, adotando uma postura positivista e limitando seu poder crítico e criativo, tornando-se um simples seguidor de regras. Observa-se no judiciário um isolamento em relação à realidade social brasileira, falta de diversidade e uma predominância de magistrados oriundos das elites econômicas. Contraditoriamente, a sociedade órfã, isto é, carente de autoridade, projeta suas expectativas no Poder Judiciário, vendo-o como um lugar seguro para buscar respostas e proteção, pois acredita que seus membros são éticos e justos.