Resistir pacíficamente a los rebeldes ha recibido una creciente atención académica durante la última década. Las investigaciones han explicado por qué y cuándo los civiles resisten o imponen diferentes tipos de exigencias a los rebeldes. Sin embargo, la cuestión de si la resistencia no violenta tiene éxito o no en la consecución de sus objetivos sigue siendo poco estudiada. Este artículo aborda esta brecha teorizando y analizando tres factores clave que conforman las respuestas rebeldes a la resistencia de civiles: la naturaleza de las demandas de la población civil, el poder de los civiles resistiendo y el propio poder de los rebeldes. El trabajo de campo en la región del Caquetá en Colombia revela que los rebeldes de las FARC aceptaron las demandas civiles solo cuando éstas no amenazaban sus objetivos estratégicos. La agrupación respondió con represión cada vez que quienes les resistían chocaban con sus objetivos político-militares. Si bien las campañas de resistencia no armada han derrocado con éxito a Estados represivos, no hay evidencia de que los civiles en Colombia o en otros lugares hayan logrado presionar a los grupos armados para que hagan concesiones de gran alcance, y mucho menos derrotar a los rebeldes solo mediante acciones no violentas.
Nonviolent resistance against rebels has received increasing scholarly attention over the past decade. Research has explained why and when civilians engage in resistance or place different types of demands on rebels. However, the question of whether nonviolent resistance succeeds or fails to achieve its objectives remains understudied. This article addresses this gap by theorising and testing three key factors that shape rebel responses to civilian resistance: the nature of civilian demands, the power of civilian resisters, and the rebels’ own power. Fieldwork in Colombia’s Caquetá region reveals that FARC rebels accommodated civilian demands only when these did not threaten their strategic goals. The group responded with repression whenever resisters clashed with its politico-military objectives. While unarmed resistance campaigns have successfully overthrown repressive states, there is no evidence for civilians in Colombia or elsewhere managing to push armed groups to make far-reaching concessions, let alone defeat rebels via nonviolent action only.
A resistência não violenta contra rebeldes tem recebido cada vez mais atenção acadêmica na última década. As pesquisas têm demonstrado por que – e quando – os civis se envolvem em resistência ou fazem diferentes tipos de exigências aos rebeldes. No entanto, a questão de saber se a resistência não violenta é bem-sucedida ou não em atingir seus objetivos continua pouco estudada. Este artigo aborda essa lacuna ao teorizar e testar três fatores principais que moldam as respostas dos rebeldes à resistência civil: a natureza das demandas civis, o poder dos resistentes civis e o próprio poder dos rebeldes. O trabalho de campo na região de Caquetá, na Colômbia, revela que os rebeldes das FARC acomodavam as demandas dos civis somente quando elas não ameaçavam seus objetivos estratégicos. O grupo respondia com repressão sempre que os resistentes entravam em conflito com seus objetivos político-militares. Embora campanhas de resistência desarmada tenham conseguido derrubar estados repressivos, não há evidências de que civis na Colômbia ou em qualquer outro lugar tenham conseguido forçar grupos armados a fazer concessões de longo alcance, muito menos derrotar rebeldes somente por meio de ações não violentas.