Jianne Ines Fialho Coelho
, Breynner Ricardo Oliveira
, Fernanda Natasha Bravo Cruz
, Doriana Daroit
Este artículo analiza, a partir de la formulación e implementación del Programa Especial de Actividades a Distancia (Reanp), las controversias de estos procesos, así como las asociaciones y traducciones de actores públicos, privados y tecnológicos durante la pandemia de COVID-19. Para rastrear a los actores y comprender sus conexiones, consideramos aproximadamente seis mil comentarios publicados en entornos virtuales (Google Play Store y Facebook) y 37 entrevistas con profesionales de la educación, miembros de la Secretaría de Educación del Estado (SEE/MG) y escuelas públicas. El estudio demuestra que las redes sociotécnicas se moldearon por la dependencia de tecnologías ampliamente proporcionadas por empresas privadas. La implementación del Reanp fue desarticulada y la agencia de los actores privados se expandió, sin que la SEE/MG y los burócratas escolares se apropiaran adecuadamente de su contenido e implementaran eficazmente. Las relaciones observadas a través de Reanp permiten comprender cómo se produjo un proceso de intensificación de las interacciones virtuales, con la movilización de las funcionalidades de los dispositivos para convertirse en herramientas indispensables de trabajo, generando una lógica de dependencia de corporaciones privadas movilizadas por la red, como Meta y Alphabet, reforzando la plataformización de la educación, que ya estaba en marcha antes de la pandemia.
This article analyzes, based on the formulation and implementation of the Special Program for Remote Activities (Reanp), the controversies of these processes, and the associations and translations of public, private, and technological actors during the COVID-19 pandemic. To track the actors and understand their connections, we considered approximately six thousand comments posted in virtual environments (Google Play Store and Facebook) and 37 interviews with education professionals, members of the State Department of Education (SEE/MG), and state schools. The study demonstrates that sociotechnical networks were shaped by dependence on technologies widely provided by private companies. The implementation of Reanp was disjointed, and the agency of private actors was expanded, without SEE/MG and school bureaucrats adequately appropriating its content and implementing it effectively. The relationships observed through Reanp allow us to understand how a process of intensification of virtual interactions occurred, with the mobilization of device functionality to become indispensable work tools, generating a logic of dependence on private corporations mobilized by the network, such as Meta and Alphabet, reinforcing the platformization of education, which was already underway before the pandemic.
Este artigo analisa, a partir da formulação e implementação do Regime Especial de Atividades Não Presenciais (Reanp), as controvérsias desses processos e as associações e traduções de atores públicos, privados e tecnológicos durante a pandemia da COVID-19. Para rastrear os atores e compreender suas conexões, foram considerados aproximadamente seis mil comentários postados em ambientes virtuais (Google Play Store e Facebook) e 37 entrevistas com profissionais da educação, membros da Secretaria de Estado da Educação (SEE/MG) e escolas estaduais. O estudo demonstra que as redes sociotécnicas foram moldadas pela dependência de tecnologias amplamente disponibilizadas por empresas privadas. A implementação do Reanp foi desarticulada e a agência de atores privados foi ampliada, sem que a SEE/MG e os burocratas escolares se apropriassem adequadamente de seu conteúdo e o implementassem de forma eficaz. As relações observadas por meio da Reanp permitem compreender como ocorreu um processo de intensificação das interações virtuais, com a mobilização das funcionalidades dos dispositivos para se tornarem ferramentas indispensáveis de trabalho, gerando uma lógica de dependência em relação às corporações privadas mobilizadas pela rede, como Meta e Alphabet, reforçando a plataformização da educação, que já estava em curso antes da pandemia.