Madrid, España
En octubre de 2024 la Unión Europea elaboró una Directiva en la que se establecían unos valores límite que, una vez transpuestos por los Estados miembros, sí serían de obligado cumplimiento. Esta Directiva es menos resctrictiva que los valores guía de la OMS publicada en 2021.El objetivo de este estudio es, utilizando funciones dosis-respuesta calculadas específicamente para cada provincia española, establecer cuántos ingresos hospitalarios urgentes por todas las causas (CIE-9: 1-799 y CIE-10: A00-R99) son atribuibles a las concentraciones de NO₂, PM10 y PM2,5 en el periodo 2013-2018 y cuál sería su reducción si se aplicase la normativa establecida por la UE y por los valores guía de la OMS.Los resultados obtenidos indican que anualmente se atribuyen en España a la contaminación por NO₂, PM10 y PM2,5 unos 38 790 ingresos/año con un coste total de 548 millones de €. Estos ingresos se reducirían en 478 ingresos/año (1,23 %) si se cumpliese la normativa establecida por la UE y en 4 496 ingresos/año (11,59 %) si se cumpliesen los valores establecidos por la OMS. El cumplimiento de los valores límite de la UE apenas incidiría en una disminución de los ingresos atribuibles, pero sí en el caso del cumplimiento de los valores guía de la OMS, que supondría a nivel estatal un ahorro de más de 63 millones de €.
In 2021, the World Health Organisation publishes a Guide on Air Quality in which guide values are established, which are not mandatory, and which are considerably more restrictive than those existing in the previous Guide are (2006). At the same time, in October 2024, the European Union drafted a Directive establishing limit values, which, once transposed by the Member States, will be mandatory. This Directive is less restrictive than the WHO 2021 Directive of 2021 is.The aim of this study is, using dose-response functions for each Spanish province, to calculate how many short-term emergency hospital admissions for all causes ICD-9: 1-799 and ICD-10: A00-R99 are attributable to NO₂, PM10 and PM2.5 at provincial level in Spain in the period 2013-2018 and what their reduction would be if the regulations established by the EU and the WHO guideline values were applied.The results obtained indicate that 38 790 hospital admissions/year are attributed to NO₂, PM10 and PM2.5 pollution in Spain each year, at a cost of 548 million €. A figure of 478 admissions would reduce these hospital admissions (1.23 %) if the regulations established by the EU were complied with and by 4 496 (11.59 %) if the values established by the WHO were complied with. In other words, compliance with the EU limit values would have little impact on a decrease in attributable emergency hospital admissions, but compliance with the WHO guideline values would lead to savings of more than €63 million at the national level.
Em outubro de 2024, a União Europeia elaborou uma Diretiva na qual foram estabelecidos valores-limite que, uma vez transpostos pelos Estados-Membros, passariam a ser de cumprimento obrigatório. Esta Diretiva é menos restritiva do que os valores de referência definidos pela OMS publicados em 2021. O objetivo deste estudo é, utilizando funções dose-resposta calculadas especificamente para cada província espanhola, determinar quantos internamentos hospitalares urgentes por todas as causas (CID-9: 1-799 e CID-10: A00-R99) são atribuíveis às concentrações de NO₂, PM10 e PM2,5 no período de 2013 a 2018, e qual seria a sua redução caso fossem aplicadas as normas estabelecidas pela UE e os valores de referência da OMS. Os resultados obtidos indicam que, anualmente, são atribuídos em Espanha cerca de 38 790 internamentos/ano à poluição por NO₂, PM10 e PM2,5, com um custo total de 548 milhões de €. Estes internamentos seriam reduzidos em 478/ano (1,23 %) se fossem cumpridas as normas estabelecidas pela UE, e em 4 496/ano (11,59 %) se fossem cumpridos os valores de referência definidos pela OMS. O cumprimento dos valores-limite da UE teria um impacto muito reduzido na diminuição dos internamentos atribuíveis, ao contrário do cumprimento dos valores da OMS, que representaria, a nível nacional, uma poupança superior a 63 milhões de €.