Argentina
La perspectiva de los recursos de poder ha desarrollado valiosas herramientas de análisis para dar cuenta de las estrategias adoptadas por los colectivos de trabajadores y trabajadoras para mejorar sus posiciones relativas en términos de derechos laborales, salarios, representatividad, orientaciones generales de la sociedad, entre otros aspectos. Sin embargo, consideramos que el poder debe estudiarse como una categoría relacional, más aún en las sociedades capitalistas, que se caracterizan por estructuras sociales crecientemente desiguales en dimensiones tanto económicas como políticas. El presente trabajo tiene dos objetivos centrales. Por un lado, el artículo desarrolla una discusión acerca de cuáles son las lógicas, niveles y tipos de poder que detenta el empresariado para comenzar a delinear conceptualmente el poder de manera dialógica y, al mismo tiempo, reconocer las asimetrías básicas que componen las disputas de poder entre clases dominantes y subalternas en contextos determinados. Por otro lado, intentamos precisar esta discusión a partir del análisis del período 2016-2022 en la Argentina mediante una aproximación metodológica que retome las discusiones acerca del poder estructural, asociativo, social e institucional del gran empresariado en el período mencionado a través de su acción colectiva.
The perspective of power resources has developed valuable analytical tools to account for the strategies adopted by workers' collectives to improve their relative positions in terms of labor rights, wages, representativeness, and general social orientations, among other aspects. However, we consider that power must be studied as a relational category, even more so in capitalist societies, which are characterized by increasingly unequal social structures in both economic and political dimensions.
For this reason, this paper has two central objectives. First, the article develops a discussion of the logics, levels and types of power held by business in order to begin to conceptually delineate power in a dialogical manner and, at the same time, to recognize the basic asymmetries that make up the power disputes between dominant and subaltern classes in given contexts. Secondly, we attempt to account for this discussion based on the analysis of the 2016-2022 period in Argentina through a methodological approach that takes up the discussions about the structural, associative, social and institutional power of big business in the aforementioned period through its collective action.
A perspectiva dos recursos de poder desenvolveu valiosas ferramentas de análise para dar conta das estratégias adotadas pelos coletivos de trabalhadores e trabalhadoras para melhorar suas posições relativas em termos de direitos trabalhistas, salários, representatividade, orientações gerais da sociedade, entre outros aspectos. Porém, consideramos que o poder deve ser estudado como uma categoria relacional, sobretudo nas sociedades capitalistas, que se caracterizam por estruturas sociais crescentemente desiguais em dimensões econômicas e políticas. À vista disso, o presente trabalho tem dois objetivos centrais. Em primeiro lugar, o artigo desenvolve uma discussão sobre quais são as lógicas, níveis e tipos de poder que o empresariado detém para começar a delinear conceitualmente o poder de maneira dialógica e, ao mesmo tempo, reconhecer as assimetrias básicas que compõem as disputas de poder entre classes dominantes e subalternas em contextos determinados. Em segundo lugar, tentamos abordar essa discussão por meio da análise do período 2016-2022 na Argentina através de uma abordagem metodológica que retoma as discussões sobre o poder estrutural, associativo, social e institucional do grande empresariado no período mencionado através de sua ação coletiva.