Argentina
Este trabajo intenta explicar por qué las trabajadoras y los trabajadores agropecuarios sufren condiciones laborales desfavorables en uno de los sectores económicos más rentables e importantes de la economía argentina, sin registrarse tampoco episodios de acción colectiva significativos. Partiendo del enfoque del “poder estructural”, nuestra hipótesis es que las particularidades del trabajo agrario neutralizan sus posibilidades de condicionar al capital a cambio de mejoras a causa de la tendencia de largo plazo a la expulsión de mano de obra; la heterogeneidad social y productiva del sector; la dispersión obrera en pequeñas plantillas de personal; la escasa cooperación en los lugares de trabajo; y la estacionalidad del empleo. Se empelan métodos cuantitativos en base a estadísticas públicas, así como análisis cualitativos basados en investigaciones de primera mano y la literatura especializada.
This work attempts to explain why agricultural workers suffer unfavorable working conditions in one of the most profitable and important economic sectors of the Argentine economy, without registering any significant episodes of collective action. Starting from the “structural power” approach, our hypothesis is that the particularities of agrarian work neutralize its possibilities of conditioning capital in exchange for improvements due to the long-term tendency towards the expulsion of labor; the social and productive heterogeneity of the sector; the dispersion of workers into small staff; poor cooperation in the workplace; and the seasonality of employment. Quantitative methods are used based on public statistics, as well as qualitative analyzes based on first-hand research and specialized literature.
Este trabalho tenta explicar por qué os trabalhadores agrícolas sofrem condições de trabalho desfavoráveis num dos setores económicos mais rentáveis e importantes da economia argentina, sem registar episódios significativos de ação coletiva. Partindo da abordagem do “poder estrutural”, nossa hipótese é que as particularidades do trabalho agrário neutralizam suas possibilidades de condicionar o capital em troca de melhorias devido à tendência de longo prazo à expulsão do trabalho; a heterogeneidade social e produtiva do setor; a dispersão dos trabalhadores em pequenos quadros; pouca cooperação no local de trabalho; e a sazonalidade do emprego. São utilizados métodos quantitativos baseados em estatísticas públicas, bem como análises qualitativas baseadas em pesquisas de primeira mão e literatura especializada.