Argentina
Este artículo analiza la reforma laboral de hecho implementada por el gobierno de Cambiemos, entendiendo por tal al conjunto combinado de políticas, estrategias y discursos orientados a modificar la participación de la clase trabajadora en la estructura económica a partir de su disciplinamiento. Dicha reforma tuvo un carácter regresivo debido a su intención de mejorar las condiciones y beneficios del capital. A partir de bases de datos e informes sobre mercado de trabajo, salario e ingresos y conflictividad analizamos la estrategia y discursos gubernamentales orientados a la precarización y liberalización del empleo asalariado. Al respecto, nos detenemos en las principales características del mercado de trabajo, la ofensiva oficial contra el poder sindical y la conflictividad. El argumento es que el resultado de este proceso fue la configuración de una clase trabajadora con mayor heterogeneización respecto de sus condiciones laborales, salariales y de cobertura del sistema de protección social, que contribuyó a generar nuevos consensos en torno a futuras reformas.
Este artigo analisa a reforma trabalhista implementada pelo governo Cambiemos, entendida como o conjunto combinado de políticas, estratégias e discursos que visam modificar a participação da classe trabalhadora na estrutura econômica disciplinando-a. Esta reforma teve um caráter regressivo devido à sua intenção de melhorar as condições e benefícios do capital. Com base em bases de dados e relatórios sobre o mercado de trabalho, salários e renda e conflito, analisamos a estratégia e os discursos do governo voltados para a precarização e liberalização do emprego assalariado. Nesse sentido, focamos nas principais características do mercado de trabalho, na ofensiva oficial contra o poder sindical e no conflito sindical. O argumento é que o resultado desse processo foi a configuração de uma classe trabalhadora com maior heterogeneidade em relação às suas condições de trabalho, salários e cobertura do sistema de proteção social, o que contribuiu para gerar novos consensos em torno de futuras reformas.
This paper analyses the labour reform implemented by the Cambiemos government, which is understood as the combined set of policies, strategies and discourses aimed at modifying the participation of the working class in the economic structure by disciplining it. This reform had a regressive character due to its intention to improve the conditions and benefits of capital. Based on databases and reports on the labour market, wages and income and conflict, we analyse the government's strategy and discourses aimed at the precarisation and liberalisation of salaried employment. In this regard, we focus on the main characteristics of the labour market, the official offensive against union power and union conflict. The argument is that the result of this process was the configuration of a working class with greater heterogeneity with respect to its working conditions, wages and coverage of the social protection system, which contributed to generating new consensus around future reforms.