As tecnologias de laser e luz representam instrumentos amplamente empregados na dermatologia moderna, com aplicações que se estendem de procedimentos estéticos a abordagens terapêuticas em oncologia cutânea e doenças inflamatórias. O presente estudo realizou uma revisão integrativa da literatura publicada nos últimos dez anos, com o objetivo de analisar os mecanismos biofísicos fundamentais e as aplicações clínicas mais relevantes dessas tecnologias. A busca foi conduzida em bases de dados eletrônicas internacionais, considerando artigos originais, ensaios clínicos, revisões sistemáticas e narrativas, selecionados a partir de critérios de inclusão previamente estabelecidos. Os resultados evidenciaram que os mecanismos de ação incluem fototermólise seletiva, efeitos fotoacústicos, fotoquímicos e ablação controlada, cada um direcionado a diferentes cromóforos cutâneos e com finalidades clínicas específicas. Entre as aplicações mais frequentes destacaram-se o rejuvenescimento cutâneo, o tratamento de cicatrizes atróficas de acne, as desordens pigmentares, as lesões vasculares e a depilação definitiva. Ademais, a fotobiomodulação com LEDs demonstrou potencial em alopecia androgenética, processos inflamatórios e cicatrização de feridas, enquanto a terapia fotodinâmica consolidou-se como alternativa terapêutica para ceratoses actínicas e carcinoma basocelular superficial. Observou-se também tendência crescente de combinação de tecnologias e personalização de protocolos, especialmente com o auxílio de inteligência artificial, a fim de ampliar eficácia e reduzir riscos. Conclui-se que a compreensão aprofundada dos mecanismos biofísicos e a padronização de parâmetros clínicos são fundamentais para otimizar resultados, ampliar a segurança em diferentes fototipos cutâneos e fortalecer a base científica necessária para o desenvolvimento de diretrizes clínicas mais consistentes.