Trata-se de uma pesquisa bibliográfica descritiva, para analisar os impactos do uso excessivo de medicamentos psicotrópicos nas medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes com transtornos mentais em regime de semiliberdade e internação, identificando os fatores que contribuem para essa prática e propondo alternativas para um cuidado mais ético, eficaz e integral. Neste ambito, investiga-se as condições estruturais e institucionais do sistema socioeducativo que favorecem a medicalização excessiva de adolescentes com transtornos mentais, invetigando-se os impactos psicológicos, sociais e educacionais do uso de medicamentos psicotrópicos como principal abordagem para o controle comportamental nesses jovens, ao invés de propor estratégias integradas e humanizadas que promovam o cuidado terapêutico e a ressocialização efetiva, respeitando os direitos e as necessidades dos adolescentes. Concluiu-se neste estudo que a efetivação da socioeducação como instrumento genuíno de transformação depende da superação do abismo entre uma legislação, em tese, moderna e a realidade precária. À Psicologia cabe um papel central de transcender a intervenção pontual e engajar-se politicamente na defesa intransigente dos direitos humanos desses adolescentes, especialmente os mais vulneraveis, para construir alternativas existenciais dignas que rompam ciclos de violência e exclusão.