O infarto agudo do miocárdio permanece uma das principais causas de mortalidade e morbidade em todo o mundo, exigindo estratégias de cuidado que associem segurança clínica e promoção da qualidade de vida. Neste contexto, a reabilitação precoce tem se destacado como uma abordagem capaz de reduzir complicações decorrentes da imobilidade prolongada e favorecer a recuperação funcional de pacientes internados em unidades de terapia intensiva. Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos da reabilitação precoce em pacientes com infarto agudo do miocárdio, assim como discutir suas interfaces com a humanização do cuidado. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com busca sistemática nas bases PubMed, Embase, Cochrane Library, Web of Science e bases chinesas, contemplando publicações de 2015 a 2025. A análise abrangeu ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais, revisões sistemáticas e meta-análises que avaliaram desfechos clínicos, funcionais e subjetivos. Os resultados demonstraram que a reabilitação precoce é segura, contribui para a redução do tempo de internação e melhora parâmetros cardíacos, capacidade funcional e percepção de qualidade de vida. Além disso, constatou-se que práticas humanizadas associadas à mobilização precoce favorecem a autonomia e o bem-estar dos pacientes. Conclui-se que a reabilitação precoce, integrada a uma assistência centrada no paciente, deve ser incentivada como parte da atenção intensiva ao infarto agudo do miocárdio.