Este estudo analisou o perfil epidemiológico do câncer colorretal (CCR) no Maranhão de 2015 a 2024, com foco na incidência, distribuição geográfica, fatores sociodemográficos e associações estatísticas com mortalidade hospitalar. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, retrospectivo e analítico, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) obtidos no DATASUS. Os resultados indicam um aumento progressivo na incidência da doença no estado, especialmente nas regiões de saúde de São Luís e Imperatriz. O perfil epidemiológico identificado revela predominância de pacientes de 50 a 74 anos, autodeclarados pardos, com leve predomínio do sexo masculino. A maioria das internações ocorreu de forma eletiva, e os óbitos hospitalares apresentaram associação estatisticamente significativa com o sexo, enquanto cor/raça e caráter de atendimento não demonstraram relevância estatística. O crescimento da incidência pode estar relacionado à ampliação dos serviços de rastreamento e diagnóstico, além do impacto de fatores de risco como envelhecimento populacional, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e obesidade. A concentração de casos nas regiões mais urbanizadas sugere melhores condições de acesso ao diagnóstico precoce e tratamento. No entanto, a alta proporção de internações de urgência indica desafios no rastreamento populacional, possivelmente levando a diagnósticos tardios. Os achados deste estudo fornecem subsídios para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e políticas públicas voltadas ao controle do CCR no Maranhão. A identificação das populações mais vulneráveis permite o direcionamento de ações que favoreçam a conscientização, a detecção precoce e a redução das taxas de morbimortalidade associadas à doença.