El artículo contribuye al estudio de una generación intelectual de los tempranos años sesenta colombianos. Las hipótesis de trabajo son: 1). En Colombia se configuró una intelectualidad vinculada al fenómeno de la “nueva izquierda” de los años sesenta marcada por la polisémica idea de revolución y por la sensibilidad contracultural propias de la época, pero con una inclinación principal hacia los combates culturales. Libró batallas en el terreno de la vanguardia artística y de la profesionalización de las ciencias sociales, y le fueron menos prioritarias las militancias políticas de tipo organizativo. 2). Esta configuración intelectual se puede captar a través de las revistas culturales que se produjeron.
En un cruce entre el enfoque biográfico y los estudios de revistas el objetivo es construir una sociobiografía de los colectivos editores de tres revistas culturales pioneras que son: Esquemas (1961), Estrategia (1962-1964) y Diálogos (1963). Los colectivos se desglosan en individualidades cuyos itinerarios se reconstruyen orientados por unos criterios comunes, luego se describen esos rasgos comunes, se establecen comparaciones y clasificaciones y se señalan rasgos menos frecuentes.
En el artículo se demuestra que el enfoque socio biográfico es idóneo para perfilar la pluralidad de un colectivo al reconstruir los itinerarios concretos que lo componen, identificar recurrencias, descubrir interrelaciones y, de esta manera, recalcular contornos que aunque difusos siguen dando cuenta de una unidad social.
También se da cuenta de las revistas como productivos observatorios de las dinámicas intelectuales no institucionalizadas y, en consonancia con esto, se sostiene que los estudios recientes que las toman como objeto de análisis y no solo como fuentes, contienen claves provechosas para la sociología de los y las intelectuales.
This paper makes a contribution to the study of an intellectual generation that emerged in Colombia during the early 1960s. The hypotheses are: 1). In Colombia, an intellectuality emerged that was linked to the phenomenon of the "new left" of the 1960s, characterised by the polysemic idea of revolution and the countercultural sensibility of the time, but with a main tendency towards cultural struggles. It fought in the field of the artistic avant-garde and the professionalisation of the social sciences, and its organisational political militancy was less of a priority. 2). This intellectual configuration can be captured through the cultural magazines they produced.
Combining the biographical approach with magazine studies, the aim is to construct a sociobiography of the collective editors of three pioneering cultural magazines: Esquemas (1961), Estrategia (1962-1964) and Diálogos (1963). The collectives are disaggregate into individualities. And each itinerary is reconstructed according to common criteria, then common features are described, comparisons and classifications are made, and less common features are pointed out.
This paper demonstrates that the socio-biographical approach is appropriate for mapping the plurality of a collective by reconstructing the specific itineraries that compose it, identifying recurrences, discovering interrelationships and, in this way, recalculating contours diffuse, but still giving an account of a social unity.
It also describes magazines as productive observatories of non-institutionalised intellectual dynamics and consequently argues that recent studies that consider them as an object of analysis and not only as sources, contain useful clues for the sociology of intellectuals.
O artigo contribui para o estudo de uma geração intelectual do início dos anos 60 na Colômbia. As hipóteses de trabalho são: 1). Na Colômbia, formou-se uma geração intelectual ligada ao fenômeno da “nova esquerda” dos anos 60, marcada pela ideia polissêmica de revolução e pela sensibilidade contracultural da época, mas com uma inclinação principal para as lutas culturais. Ela travou batalhas no campo da vanguarda artística e da profissionalização das ciências sociais, e sua militância política organizacional era menos prioritária. 2). Essa configuração intelectual pode ser capturada por meio das revistas culturais que eles produziram.
Em um cruzamento entre a abordagem biográfica e os estudos de revistas, o objetivo é construir uma sociobiografia do coletivo de editores de três revistas culturais pioneiras: Schemes (1961), Strategy (1962-1964) e Dialogues (1963). Os coletivos são divididos em individualidades cujos itinerários são reconstruídos de acordo com critérios comuns, depois as características comuns são descritas, as comparações e classificações são estabelecidas e as características menos frequentes são apontadas.
O artigo demonstra que a abordagem sócio-biográfica é idônea para traçar o perfil da pluralidade de um coletivo, reconstruindo os itinerários específicos que o compõem, identificando recorrências, descobrindo inter-relações e, dessa forma, recalculando contornos que, embora difusos, ainda dão conta de uma unidade social.
Também descreve as revistas como observatórios produtivos de dinâmicas intelectuais não institucionalizadas e, de acordo com isso, argumenta que estudos recentes que as tomam como objeto de análise e não apenas como fontes contêm pistas úteis para a sociologia dos intelectuais.