Alcalá de Henares, España
La violencia de género constituye un problema de salud pública a nivel global, aunque en algunas regiones la prevalencia supone un mayor riesgo para las mujeres como consecuencia de distintos agentes de socialización. El objetivo del presente estudio de investigación es analizar las creencias distorsionadas sobre las mujeres y el uso de la violencia, las actitudes sexistas y los mitos de amor romántico en una muestra de 443 docentes en formación de universidades de Colombia. Los resultados reportan diferencias entre quienes profesan una religión y quienes no respecto a la aceptación de las creencias distorsionadas sobre los roles de género y el uso de la violencia, de actitudes sexistas y de mitos del amor romántico, de modo que quienes profesaban una religión, presentaron un mayor acuerdo hacia tales concepciones. Por último, el modelo a través de ecuaciones estructurales muestra la relación entre la idealización del amor, la vinculación amor-maltrato y el sexismo hostil con una mayor aceptación de las ideas distorsionadas sobre las mujeres y el uso de la violencia en personas que se identificaron como religiosas. La detección de los procesos de cognición social y la identificación de sesgos cognitivos resulta crucial entre quienes van a ser responsables de educar a las nuevas generaciones en favor del desarrollo de la equidad, así como visibilizar las variables que han influido en tales creencias con el objetivo de deconstruir la igualdad de género.
Gender-based violence is a global public health problem, though its prevalence poses a greater risk for women in some regions due to various socialization agents. The objective of this study is to analyze distorted beliefs about women, the use of violence, sexist attitudes, and myths of romantic love among a sample of 443 teachers in training at universities in Colombia. The results report differences between those who profess a religion and those who do not regarding the acceptance of distorted beliefs about gender roles and the use of violence, sexist attitudes and myths of romantic love. Specifically, those who professed a religion presented a greater agreement towards such conceptions. Furthermore, the model using structural equations shows the relationship between the idealization of love, the love-abuse dynamic, and hostile sexism with a greater acceptance of distorted ideas about women and the use of violence among individuals identifying as religious. The detection of the processes of social cognition and the identification of cognitive biases is crucial among those who will be responsible for educating the new generations. This is essential for fosteringthe development of equity, as well as making visible the variables that have influenced such beliefs with the goal of deconstructing gender equality
A violência de gênero é um problema global de saúde pública, embora em algumas regiões sua prevalência represente um risco maior para as mulheres, devido a diferentes agentes de socialização. O objetivo deste estudo é analisar crenças distorcidas sobre as mulheres e o uso da violência, atitudes sexistas e mitos do amor romântico em uma amostra de 443 professores em formação em universidades na Colômbia. Os resultados relatam diferenças entre os que professam uma religião e os que não professam, quanto à aceitação de crenças distorcidas sobre papéis de gênero e uso de violência, atitudes machistas e mitos do amor romântico. Assim, aqueles que professavam uma religião apresentaram maior concordância para tais concepções. Por fim, o modelo por meio de equações estruturais mostra a relação entre a idealização do amor, a relação amor-abuso e o sexismo hostil, com maior aceitação de ideias distorcidas sobre a mulher e o uso da violência em pessoas que se identificavam como religiosas. A detecção dos processos de cognição social e a identificação de vieses cognitivos é crucial entre aqueles que serão responsáveis por educar as novas gerações em prol do desenvolvimento da equidade, bem como tornar visíveis as variáveis que influenciaram tais crenças com o objetivo para desconstruir a igualdade de gênero.