Cordoba, España
Canadá
La visión del déficit ha sido un enfoque común para la investigación de las alfabetizaciones de los estudiantes rurales que, lamentablemente, continúa impregnando la política educativa y lingüística en todo el mundo. Organizaciones intergubernamentales como la Organización para la Cooperación y Desarrollo Económico han retratado a los estudiantes rurales en los países del Sur Global como estudiantes con déficits de alfabetización si sus prácticas generalmente carecen de las habilidades para participar en las prácticas tradicionales de alfabetización valoradas en la escuela. Estas representaciones deficitarias se utilizan contra los estudiantes rurales cuyas alfabetizaciones siguen estando excluidas de la política educativa y los planes de estudios. Este estudio de caso cualitativo aborda específicamente tales representaciones deficitarias problemáticas. Siguiendo un marco sociocultural de multialfabetizaciones, analizamos dos entrevistas semiestructuradas y artefactos para identificar las alfabetizaciones con las que se involucra a diario un joven rural. Los resultados indican que este joven rural se involucra en diversas alfabetizaciones que incluyen 1. Participar en formas de comunicación familiares, orales y encarnadas, 2. Analizar y componer textos multimodales para profundizar la comprensión en todos los contextos y 3. Aprovechar habilidades digitales críticas para desarrollar una identidad activista y cuestionar relaciones de poder en el ámbito nacional. Discutimos las implicaciones de una visión ampliada de la alfabetización para los educadores. Esperamos que este estudio contribuya a la investigación de la alfabetización basada en la equidad que aboga por el reconocimiento y la inclusión de las alfabetizaciones vernáculas de los estudiantes rurales en la escuela.
A deficit view of rural language learners’ out-of-school literacy practices has permeated formal educational and language policy globally. Intergovernmental organizations like the Organisation for Economic Co-operation and Development, for instance, have often portrayed rural learners in Global South countries as having literacy deficits if their language skills are not in alignment with the practices valued in school contexts. These deficit representations are often instrumentalized as a tactic to oppress and exclude rural students’ literacies and language traditions from educational policy and curricula. Throughout this article, the authors – both language educators researching young people’s diverse literacy practices – aim to address and combat such problematic omissions. Following a sociocultural, multiliteracies framework, we analyzed two semi-structured interviews and accompanying artifacts to feature the literacies that a 14-year-old rural Colombian youth engages with daily. Results illuminate the myriad language practices honed outside of formal learning contexts, including family-based literacies, oral and embodied forms of communication, analyzing and composing with multimodal texts, and developing critical skills with digital texts to question national power relations and forge activist identities. The authors discussed the benefits of an expanded view of literacy – particularly for educators – in hopes of contributing to equity-based research advocating the recognition and inclusion of rural students’ vernacular literacies across formal learning spaces.
A visão do déficit tem sido uma abordagem comum para a pesquisa sobre o letramento dos estudantes do campo, que, infelizmente, continua a permear as políticas educacionais e linguísticas em todo o mundo. Por exemplo, organizações intergovernamentais como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico frequentemente retratam alunos rurais em países do Sul Global como tendo déficits de alfabetização se suas habilidades linguísticas não estiverem alinhadas com as práticas valorizadas nos contextos escolares. Essas representações de déficit são usadas contra estudantes rurais cujos letramentos continuam sendo excluídos da política educacional e dos currículos. Este estudo de caso qualitativo aborda especificamente essas representações problemáticas de déficit. Seguindo um quadro sociocultural de multiletramentos, analisamos duas entrevistas semiestruturadas e artefatos para identificar os letramentos com os quais um jovem rural se envolve diariamente. Os resultados indicam que essa juventude rural se envolve em uma miríade de letramentos que incluem a participação em formas de comunicação baseadas na família, orais e corporificadas, analisando e compondo textos multimodais para aprofundar a compreensão entre contextos e explorando habilidades digitais críticas para desenvolver uma identidade ativista e questionar relações de poder nacionais. Discutimos as implicações de uma visão ampliada de alfabetização para educadores. Esperamos que este estudo contribua para a pesquisa de alfabetização baseada em equidade que defenda o reconhecimento e a inclusão de letramentos vernaculares de estudantes rurais na escola.